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Estudantes são detidos pela polícia do Senado após ato contra Sarney


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Brasília - Cerca de dez estudantes contrários à permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado foram detidos ontem pela Polícia Legislativa da Casa enquanto realizavam protestos dentro da instituição contra o peemedebista.

Com gritos de “Fora Sarney”, os estudantes acabaram agredidos pelos policiais no momento em que levantaram folhas de papéis com os mesmos dizeres.

O diretor da Polícia Legislativa, Pedro Araújo, deteve os estudantes com o argumento de que cometeram o crime de perturbação da ordem, uma vez que o Senado não permite manifestação contra ou a favor dos parlamentares.

Irritados com a conduta dos policiais, os estudantes afirmaram que foram agredidos desnecessariamente porque realizavam um protesto pacífico. “Polícia é para ladrão, para estudante não”, disse um dos estudantes.

O grupo, coordenado por Rodrigo Grassi, integra o Coletivo Independente de Manifestação e Ativismo (Cima). Há dois dias, o mesmo grupo tentou entrar no Senado para entregar 11 pizzas ao presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), que arquivou 11 processos contra Sarney.

Ontem, os estudantes voltaram a criticar a postura de Duque. “O presidente do Conselho de Ética é um pizzaiolo. A gente quer essa casa limpa. Não é apenas o Sarney que tem que cair. Esse é mais um dos nossos atos secretos populares para que a gente possa se manifestar”, disse Grassi.

Para entrar no Congresso, os estudantes se dividiram em entradas distintas para não chamar a atenção dos policiais. Como foram detidos, os estudantes foram conduzidos a uma espécie de delegacia da Polícia Legislativa, onde prestam depoimentos.

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