Política

Ferroviários podem parar dia 31 de agosto


| Tempo de leitura: 1 min

Reunião realizada ontem, em São Paulo, com representantes da América Latina Logística (ALL), o Sindicato dos Ferroviários de Bauru, de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Sindicato dos Ferroviários da Mogiana, da Araraquarense, da Paulista e da Sorocabana, rejeitaram a proposta econômica da empresa, de reajuste salarial de 6.48% a partir de 1º de julho, condicionado à extensão de aumento de trabalho dos maquinistas, que realizam jornada de trabalho de seis horas.

Com isso, a partir de quarta-feira, dia 19, quando será montado o Centro de Organização da Greve, em Campinas, a empresa não se manifestar, no dia 31 de agosto, cerca de 5 mil ferroviários deflagrarão a paralisação em todas as empresas do grupo ALL, nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Somente em Bauru, trabalham cerca de 320 ferroviários.

“A empresa estava propondo esses 6.48% condicionado ao aumento de trabalho por mais duas horas, e o pagamento de um adicional que eles chamam de adicional de revezamento. Recusamos a proposta e mantivemos a reivindicação original, do ponto de vista econômico, de que os 6.48% sejam retroativos a 1º de janeiro. Além disso, a empresa tem de recuperar as carreiras do plano de cargos e salários”, afirma vereador e coordenador do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Roque Ferreira (PT).

Sobre o assunto, a assessoria de imprensa da ALL informa que mantém negociação com o Sindicato dos Ferroviários para acordos de reajustes salariais desde dezembro de 2008. “Em nenhum momento a empresa se opôs a negociar e ofereceu diversas formas de reajustes para que todos os colaboradores fossem contemplados”.

Comentários

Comentários