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Oposição quer acarear Dilma e Lina


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Brasília - A oposição quer promover uma acareação da ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A ex-secretária contou ter recebido um pedido da ministra para que “acelerasse” as investigações da Receita sobre o empresário Fernando Sarney. Lina diz ter entendido o pedido como um recado “para encerrar” as investigações envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A ministra Dilma nega que tenha tido essa conversa.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse ontem que a oposição vai apresentar dois requerimentos à CCJ - um de convite para que Dilma Rousseff fale à comissão sua versão da história, e outro propondo a acareação de uma com a outra. Os oposicionistas sabem, entretanto, que a possibilidade de aprovar qualquer um dos pedidos será difícil. A CCJ é composta 23 senadores titulares, sendo 14 da base aliada e apenas nove da oposição.

“Claro que a acareação seria uma batalha campal para conseguir aprovar a acareação. Isso (a realização de acareações no Senado) sempre foi assunto difícil de passar, mas acho que o debate frente a frente e a exposição do contraditório permitem a busca da verdade mais eficaz”, ponderou Dias. “A acareação seria utilíssimo e interessantíssimo, mas acredito que o governo ficará vigilante”, endossou o senador ACM Júnior (DEM-BA).

O líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), é mais cauteloso. Na avaliação do potiguar, só caberá acareação se, após o depoimento de Lina Vieira à CCJ, marcado para esta terça-feira, Dilma Rousseff voltar a contestar a versão da ex-secretária sobre o encontro entre as duas. “O que se impõe neste momento é a confirmação da história por parte da Lina. Se o que ela disser ensejar contestação, caberá acareação”.

O vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF), acredita que Lina Vieira mentiu sobre a conversa com a Dilma Rousseff. Para o senador, Lina Vieira tem dado declarações contra a ministra porque estaria “ressentida” com sua demissão da chefia da Receita Federal, decretada no mês passado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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