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Pela primeira vez, Ahmadinejad indica mulheres para ministérios


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Teerã - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, adiantou ontem a composição de seu futuro gabinete, no qual haverá pelo menos duas mulheres. Se aprovadas pelo Parlamento, elas serão as primeiras ministras no país em 30 anos. O presidente tomou posse no último dia 5, após ser reeleito em 12 de junho em primeiro turno, um resultado contestado como fraudulento nas maiores manifestações de rua desde a Revolução Islâmica, em 1979.

Em entrevista à televisão pública, o presidente ultraconservador explicou que trabalha “duro” há um mês em seu gabinete e prevê apresentar sua composição definitiva na quarta-feira ao Parlamento para que seja aprovada. Pela Constituição iraniana, a composição do gabinete deve ser aprovada pelo Parlamento, que pediu ao presidente que escolha pessoas com experiência para o próximo governo.

Ahmadinejad revelou que o parlamentar Fatemeh Ajorlu é sua opção para dirigir o Ministério de Bem-Estar e Seguridade Social, e a ex-deputada Marzieh Vahid Dastgerdi liderará o Ministério da Saúde.

Ele também deixou em aberto a possibilidade de que uma terceira mulher possa fazer parte do novo Executivo.

O gabinete do Irã tem 21 ministros e 12 vice-presidentes. Ahmadinejad tem atualmente uma mulher como um dos vice-presidentes, que está a cargo do meio-ambiente. A última ministra do país, Farrokhroo Parsay, atuou de 1968 a 1977. Ela foi executada sob a acusação de corrupção depois da Revolução Islâmica, que levou ao poder o regime clerical islâmico.

O presidente afirmou ainda que proporá o clérigo Heidar Moslehi como novo ministro de Inteligência, enquanto Ali Akbar Mehrabian e Mohamad Abbasi permanecerão nos ministérios de Indústria e Minas e de Cooperação, respectivamente.

Shamseddin Hosseini será proposto para o Ministério da Economia e Fazenda, acrescentou. Há alguns dias a agência de notícias iraniana Isna informou que 202 dos 290 deputados que formam a Câmara assinaram uma carta na qual pediram a Ahmadinejad um gabinete qualificado. O próprio presidente do Parlamento, Ali Larijani, se uniu ao pedido.

Ontem, Ahmadinejad insistiu em que formar um gabinete está entre as tarefas mais difíceis de um presidente e que as novas condições no país, tanto nacionais como internacionais, exigem uma equipe que se adapte às mesmas.

Apesar da pressão de grande parte do campo conservador, o presidente anunciou os ministros sem consultar o Parlamento com antecedência. A escolha do gabinete é o primeiro teste do governo de Ahmadinejad após a segunda posse.

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