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Bauru registra mais 7 casos de gripe A

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Há cerca de 80 dias, Bauru registrava seus primeiros dois casos confirmados de gripe A (H1N1), a gripe suína. Menos de três meses depois, a cidade soma 58 casos positivos da nova doença - sete foram confirmados ontem. Quatro pessoas já morreram em Bauru em decorrência da gripe A. Mas, de acordo com Fernando Monti, secretário municipal de Saúde, há redução dos casos graves na cidade.

Ontem, a Secretaria Municipal da Saúde, através da Divisão de Vigilância Sanitária, informou que recebeu seis resultados negativos e mais sete casos confirmados de Influenza A H1N1 em Bauru.

Dessa forma, Bauru passa a registrar 58 casos positivos de gripe A. Desses, 42 foram confirmados por exames e outros 16 por critério epidemiológico. Ainda não foram diagnosticadas 14 pessoas que aguardam o resultado do exame. Quatro mortes causadas pela doença foram confirmadas no município.

Para Monti, a redução da gravidade dos casos pode ser resultado do diagnóstico precoce da doença. “Além disso, agora todo mundo conhece melhor a doença, está manejando melhor os casos e isso contribui para a redução da quantidade de casos graves”, enfatiza.

Porém, a quantidade de pessoas que buscam atendimento no “Pronto-Socorro da Gripe” - desde a semana passada o Pronto Atendimento Infantil (PAI) deixou de atender casos de urgência de crianças para receber somente pessoas com sintomas da gripe - continua alta.

Por conta da intensidade de atendimentos, ainda não há expectativa do PAI, que provisoriamente foi transferido para o Pronto-Socorro da Bela Vista, voltar a funcionar no endereço original. “Isso vai depender da demanda. A gente não tem definição prévia. Depende da evolução. Se tiver esse mesmo grau de procura, alto, é difícil voltar tão cedo”, destaca.

Para Monti, não é a chegada da primavera, em setembro, que vai acabar com a transmissão da gripe. “Vamos continuar lidando com o vírus H1N1. Ele não vai embora e vamos conviver algum tempo com ele. As pessoas até comentam sobre a questão climática, mudança de temperatura. O calor pode até dar alguma contribuição, mas não elimina o processo de transmissão”, destaca. “O vírus não sabe se está quente ou frio”, diz.

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