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Aulas recomeçam e maioria comparece

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 4 min

Os 22 mil alunos da rede municipal e 39 mil da rede estadual de Bauru e de algumas particulares retomaram às aulas ontem, após, em média, 15 dias de prorrogação das férias devido a uma orientação da Secretaria de Estado da Saúde para evitar a transmissão da gripe suína – Influenza A (H1N1). Na maioria das escolas o índice de presença foi de cerca de 50% dos alunos no primeiro dia de aula - parte das escolas particulares havia iniciado o semestre no último dia 10.

Paulo Maximino, diretor regional interino de Ensino, afirma que a volta às aulas foi normal, ou seja, o índice de faltas ficou dentro da média do primeiro dia. “Por enquanto, a situação está tranqüila, as escolas receberam recursos através das Associações de Pais e Mestres (APMs) para colocar material descartável no banheiro, sabão líquido, álcool gel. A freqüência está normal. Com certeza mais de 50% dos alunos compareceram às aulas”, diz.

Na rede municipal, na chegada às escolas, pais e alunos receberam folhetos com as orientações necessárias. De acordo com a Secretaria de Educação, a freqüência dos alunos do ensino fundamental foi considerada normal. Já nas escolas do ensino infantil, cerca de 40% dos alunos não compareceram às aulas. A pasta deduz que os pais preferiram preservar os filhos, mantendo-os em casa.

Os alunos que apresentarem sintomas de gripe deverão ser comunicados imediatamente aos responsáveis e estes deverão ser isolados dos demais. Não havendo condições de localização de responsáveis, a escola se responsabilizará pelo atendimento médico ao aluno no serviço público de saúde, o que já é feito quando há ocorrências de problemas de saúde dos alunos.

Quanto à reposição das aulas, Majô Jandreice informou que deverá ocorrer, segundo orientação do Conselho Nacional de Educação e comunicação, por ora verbal, da Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo. São 12 dias para o ensino fundamental e 10 dias para o ensino infantil a serem respostos. A forma de reposição ainda será discutida junto aos diretores e professores da rede.

Todas as escolas municipais devem cumprir as medidas recomendadas pela Secretaria Municipal de Saúde que envolvem intensificação no trabalho de higienização dos equipamentos de uso comum; disponibilização de álcool em gel, sabonete líquido, toalhas descartáveis ou individuais para lavagem e secagem das mãos.

As salas de aula devem permanecer com janelas e portas abertas e os intervalos seguirão a rotina já existente que divide os alunos em turmas, abrigados em pátios amplos e arejados. A higienização freqüente individual já ocorre normalmente devido às atividades desenvolvidas pelos alunos dos níveis fundamental e infantil. Para o ensino infantil, o intervalo entre uma higienização e outra é de meia hora e no caso do fundamental é de, no mínimo, duas horas, o que é recomendado pelos órgãos oficiais de saúde, informou a coordenação das escolas.

O uso de máscaras será restrito somente aos alunos ou funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal. As professoras e demais funcionárias grávidas que desempenham atividades que as mantenham em contato com grande número de pessoas foram remanejadas temporariamente para o desempenho de outras atividades que ofereçam menos riscos. Até ontem, seis funcionárias fazem parte desta medida. As professoras titulares estão sendo substituídas durante o tempo de afastamento das salas de aulas.

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Vaga garantida

Até o próximo dia 31, a rede municipal de ensino infantil vai garantir as vagas dos alunos que, por ventura, os pais optarem por mantê-los em casa como medida de prevenção à gripe suína. Já o ensino fundamental dispensará somente os alunos que apresentarem sintomas de síndrome gripal, mediante atestado médico. Nesses casos, a reposição das aulas perdidas será discutida com os pais.

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Avó diz estar tranqüila

O tom da volta às aulas foi de prevenção à gripe suína. Luzia do Carmo Pereira, avó de Vitória Caroline Ricardi Pereira, aluna da 4.ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Mercedes Paes Bueno, no Higienópolis, diz que não teve medo de levar a neta para a escola. “Como está sendo feita prevenção, não tem do que ter medo. A escola está preparada para a volta às aulas”, comenta.

Vitória conta que a professora explicou como evitar o contágio pela doença. “Na hora que a gente chegou, a professora explicou um monte de coisas e pediu para gente ficar atento. Explicou que tem que lavar a mão e que não pode ficar todo mundo muito junto”, relata.

Numa escola particular da cidade, além de cartazes espalhados pelas paredes, o diretor, Paulo Viegas, diz ter tomado diversas outras medidas.

“As faxineiras limpam banheiros e bebedouros com álcool de uma em uma hora. Orientei os alunos de sala em sala para não ficarem muito juntos e usarem suas próprias garrafas de água. Dois alunos apresentaram sintomas leves de gripe e nós avisamos os pais e pedimos que viessem buscá-los”, diz.

Na escola, praticamente ninguém faltou ontem. “Podemos fazer uma média de falta de dois alunos por sala, ou seja, mais de 95% dos estudantes compareceram”, afirma. Em outro colégio, também não houve um grande número de faltas.

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