Esportes

Guerrinha teme pelo fim breve do time

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

A três dias da estréia no Campeonato Paulista, o técnico Guerrinha faz um alerta nada agradável para a torcida bauruense: o GRSA/Itabom pode fechar as portas, se não conseguir apoio local para seguir competindo. O treinador salienta que não se trata de nenhum exagero, mas de uma realidade alarmante, já que a equipe não tem o apoio de empresas locais – exceção da Itabom – e ainda não acertou a renovação dos patrocínios da GRSA, da Medial Saúde e da Nestlé, que vencem em meio ao Novo Basquete Brasil.

“Se não tiver um posicionamento da cidade, depois do NBB, o time acaba. Isso se não tivermos a compra da idéia pela cidade. Hoje, não tem o mínimo de mobilização. Em dezembro ou maio, acaba. Vai ser igual ao que aconteceu com o Limeira. Estou muito apreensivo”, admite o técnico. Guerrinha explica o momento delicado pelo qual o time passa. “Só tem uma empresa que já está certa, que é a Itabom. A GRSA precisa renovar e, com ela, vem a Medial. A Nestlé também não renovou ainda”, revela. A não renovação da Nestlé – a empresa negocia a extensão de seu aporte, que vence em março - é o principal motivo da não contratação de um segundo norte-americano. A diretoria não tem segurança financeira para assumir um compromisso com o reforço.

Apesar de apostar na renovação dos patrocínios – as conversas já estão em andamento com a GRSA, cujo contrato vence em dezembro -, o vice-presidente do GRSA/Itabom, Vítor Jacob, lembra que o atual momento do basquete é bom, mas isso não se reflete no interesse das empresas locais. “Temos um parceiro muito importante, que é a Itabom. Porém, enquanto outros times estão escolhendo patrocinadores, em Bauru não estamos conseguindo nada local. Assim, estamos correndo para obter algum apoio fora”, comenta. “Hoje não estamos pedindo ajuda. O basquete é um produto, transmitido pela televisão. Temos um produto na mão”, acrescenta.

Jacob e Guerrinha lamentam ainda a falta de apoio da Prefeitura. Depois de vários contatos com a administração, não obtiveram resposta por parte do poder público. O treinador recorda o bom trabalho realizado na equipe profissional e também o projeto Cesta Mágica como conquistas neste período de GRSA/Itabom, o que não teria sensibilizado o Executivo. “Deixamos para trás Franca, que tem um orçamento algumas vezes maior que o nosso, Pinheiros, Paulistano, equipes que vêm disputando títulos”, destaca. “Ficamos em sexto em um campeonato com nível muito alto”, concorda Jacob.

Todo o esforço técnico do time vem sendo colocado em xeque pela imprevisibilidade fora de quadra que o Bauru atravessa. Guerrinha considera que, com o atual elenco, a equipe seria a oitava força do Estadual. “Hoje brigaríamos para entrar nos playoffs”, constata. O técnico ainda avisa que o atraso na contratação de um segundo norte-americano, o que contraria o planejamento original, vai afetar o desempenho do time na competição. “Já vamos ter problema. No primeiro turno, vamos sofrer muito”, acredita.

Guerrinha analisa que o ideal, do ponto de vista técnico, seria trazer dois reforços e não apenas um, como permite o orçamento, desde que sejam renovadas as atuais cotas de patrocínio. “Saíram quatro jogadores: o Ricardo (ala/pivô), o Filé (pivô), Mãozão (pivô) e o Gaúcho (ala). São jogadores que participavam do time titular, no revezamento. Trouxemos apenas o Eddy. O Marcelo e o Gaspar, que chegaram, são jogadores para compor o elenco. Então, estamos tentando trazer este reforço para substituir dois jogadores que saíram: o Filé e o Mãozão. A necessidade seria de dois reforços. Temos que trabalhar para trazer mais um estrangeiro para o NBB”, ressalta.

O GRSA/Itabom estréia no Campeonato Paulista, fora de casa, nesta quinta-feira, às 20h, diante do XV de Piracicaba.

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