Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

Torneios

O departamento de tênis do BTC está com vários torneios agendados para os próximos meses. O primeiro deles é a “Barragem Interna Permanente”, que está prestes a iniciar. O segundo é o torneio federado “Copa João B. Fantin”, que tem seu início marcado para o dia 18 de setembro, com as inscrições podendo ser feitas até o dia 8 de setembro. O terceiro é o Future (torneio profissional internacional masculino e feminino), marcado para o dia 3 de outubro, quando tem início o qualifying. No dia 5 de outubro, simultaneamente às finais do Future, começa o qualifying de um torneio profissional feminino (premiação de 10 mil dólares). Por não haver muitos torneios femininos desse porte no Brasil, seguramente algumas das melhores jogadoras do Brasil deverão jogar aqui.

Partida ‘maluca’

Depois de jogar, ensinar e acompanhar o tênis por décadas, cada vez mais me certifico que ainda não vi de tudo e continuo a me surpreender. Todos sabem que em uma partida é possível acontecer ‘coisas’ que só quem realmente assistiu acredita que isso possa ter acontecido. O jogo de quartas-de-final entre o suíço Roger Federer (1º do mundo) contra o francês Jo-Wilfried Tsonga (7º), disputado no Masters 1000 de Montreal, na última sexta-feira, aconteceu essas coisas, para mim, bem ‘malucas’. Tsonga venceu o jogo por 7/6, 1/6 e 7/6. Até ai mais ou menos normal, pois era o sétimo do mundo derrotando o primeiro. Enfim, o anormal foi que Federer, depois de perder o primeiro set, venceu 11 games dos 13 disputados logo após o término do primeiro set, pois venceu o segundo por 6/1 e fez 5/1 no terceiro e decisivo set. Depois disso, teve um ‘apagão’ e Tsonga virou 6/5 e sacando fez 40/0 (três match-points) e não conseguiu fechar, até pelas boas jogadas de Federer que parecia ter ‘acordado’. O jogo então foi para o ‘tie-break’ e o francês acabou ganhando graças a uma dupla falta de Federer no último ponto. Sem ser corintiano, mas a frase dita (há muitos anos) pelo ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus, “o jogo só acaba quando termina”, deve ter sido levada ‘ao pé da letra’ pelo francês Tsonga. Federer que o diga.

Copa Davis

O técnico e capitão da equipe brasileira da Copa Davis, Francisco Costa, convocou os jogadores que defenderão o Brasil no confronto contra o Equador entre os dias 18 a 20 de setembro em Porto Alegre (RS). São eles: Thomaz Bellucci, Marcos Daniel, André Sá e Marcelo Melo. Além desses quatro, convocou também mais quatro reservas: Tiago Alves, Bruno Soares, Franco Ferreiro e Marcelo Demoliner. Convocou ainda mais três juvenis que ajudarão nos treinamentos: José Pereira, Guilherme Clesar e Tiago Fernandes. O confronto vale uma vaga no Grupo de Elite em 2009, formado por apenas 16 países.

Décimo Título

O campineiro Ricardo Mello conquistou o ‘Challenger’ (US$ 35 mil em prêmios) disputado em Brasília, na semana passada. A final foi contra o argentino Juan Ignacio Chela (ex-15º do mundo). Esse foi o décimo torneio da série Challenger que Mello vence na carreira.

Livro sobre tênis

O jornalista José Nilton Dalcim publicou o livro “Entenda o Tênis”. O livro vem com uma extensa e ilustrada história do tênis, desde seu início, inclusive discutindo as teorias sobre a origem da misteriosa contagem. Outra seção do livro detalha as regras do tênis, procurando tirar todas as dúvidas mais comuns. Ilustrações de Bruna Dalcim mostram as medidas exatas da quadra, como são feitos os pisos e todas as formas de se empunhar a raquete. Outras dicas são dadas quanto à bola, a escolha da raquete para cada nível e tipo de jogo. “Entenda o Tênis” está à venda com exclusividade no site: www.tenisbrasil.com.br.

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• Dica

O ‘smash’ (golpe dado por sobre a cabeça) é um golpe aparentemente fácil e geralmente define o ponto, por isso nos faz sentir mal quando erramos. Em partidas de duplas, esses erros acontecem com mais freqüência porque geralmente buscamos um espaço livre na quadra e nas duplas esse espaço é menor. Na próxima vez que jogar uma dupla e receber uma bola alta (lob) lembre-se: Nem sempre a bola vem de uma maneira que te permita matar o ponto de smash. Se o ‘lob’ é bem alto a ponto de te fazer afastar para trás da linha do saque para fazer contato com a bola, não tente matar o ponto de primeira. Bater um smash firme no meio da quadra é uma maneira inteligente e eficiente de manter os adversários na defensiva e deve te dar a oportunidade de terminar o ponto na próxima bola. Mas se o lob for baixo e curto e você tem tempo para uma boa preparação, dando a oportunidade de por o peso na bola, uma boa opção é ‘cravar’ o smash na quadra adversária para que a bola, ao tocar no solo, pule alto a ponto de passar por cima dos adversários.

• Curiosidade

Um fato curioso aconteceu no tênis profissional, na última sexta-feira. Com um circuito tão desgastante, que faz com que os jogadores se desgastem e se contundam com freqüência, e como conseqüência a participação de todos os ‘tops’ em um mesmo torneio torna-se algo raro. Mas quando todos (os oito primeiros) estão jogando, sempre alguma ‘zebra’ com algum deles acontece nas primeiras rodadas. Mas no Masters 1000 de Montreal, os oito primeiros do ranking mundial jogaram e chegaram até as quartas-de-final. E pela primeira vez, desde a criação do ranking mundial em 1973, um fato como esse acontece em um torneio da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). O torneio foi vencido pelo britânico Andy Murray, até então 3º do mundo, agora 2º.

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