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Médico famoso é preso acusado de crimes sexuais

Folhapress
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São Paulo - O médico Roger Abdelmassih, 65 anos, um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do País, foi preso na tarde de ontem, acusado de cometer crimes sexuais. A prisão foi realizada por policiais civis em sua clínica no Jardim América (zona oeste de SP), em cumprimento à ordem do juiz Bruno Paes Stranforini, da 16.ª Vara Criminal da Capital.

O magistrado acatou denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual e determinou a prisão preventiva (sem prazo determinado, até um provável julgamento) do médico, mas não deu detalhes dos motivos de sua decisão. O Ministério Público também não se manifestou sobre o assunto.

O juiz decretou também segredo de justiça sobre o caso, razão pela qual a íntegra da decisão e detalhes da denúncia não foram divulgados. Nota divulgada pelo Tribunal de Justiça afirma que o juiz tomou tal decisão para preservar “a intimidade dos envolvidos’’.

Abdelmassih foi denunciado pela Promotoria na última quinta-feira sob acusação de 56 estupros. A denúncia foi feita com base em legislação que passou a vigorar no último dia 7 segundo a qual o antigo “ato libidinoso” passa a ser considerado como “estupro”. Pela legislação anterior, seriam 53 atentados violentos ao pudor (atos libidinosos) e três estupros (quando há conjunção carnal).

A investigação contra o médico foi revelada em janeiro. Cerca de 60 mulheres - quase todas ex-pacientes - o acusam de crimes sexuais. Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas -sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.

O advogado José Luis Oliveira Lima, um dos defensores do médico, disse considerar a prisão “ilegal”. “Não há qualquer prova, é importante que se diga isso, da acusação de estupro”, disse.

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