O diretor de futebol do Noroeste, Vítor Hugo, fez uma análise do desempenho da equipe até aqui na Copinha durante a apresentação do novo técnico alvirrubro, Alfinete. O dirigente espera que o recém-chegado treinador dê padrão de jogo à equipe, o que, em sua opinião, não ocorreu até o momento. “Espero que o Alfinete possa, primeiramente, definir a equipe, dar um padrão de jogo, porque até hoje, com sete jogos, não teve. O time, dentro de campo, foi um amontoado de jogadores. Aí poderemos ter resultados. As equipes para as quais perdemos não são melhores do que o Noroeste. Está faltando alguns ajustes e espero que ele possa ter toda esta visão e possa trazer resultado para a equipe”, projeta.
Vitão dá um voto de confiança ao trabalho do novo técnico. “Acompanho o Alfinete faz tempo. Ele tem feito trabalhos bons em Goiás e já trabalhamos contra, eu dirigindo um clube e ele outro. Também tem trabalhado na Série B do Brasileiro. É um treinador com um perfil que a gente gosta e temos uma convivência boa. A situação do Noroeste hoje é complicada, porque se perder mais dois jogos na competição está fora. Não se pode investir em muitas contratações até mesmo com o técnico, no caso. Trouxemos o Alfinete, que tem um conhecimento muito grande dentro do futebol, e esperamos que ele possa nos ajudar nesses sete jogos e já com planejamento para a seqüência”, comenta.
O diretor de futebol, porém, não adianta se Alfinete foi contratado já dentro do planejamento para a Série A-2. “Os resultados é que mostram. O Paulo (Roberto Santos) a gente trouxe com a intenção dele fazer a Série A-2. Só que é o seguinte: cinco jogos, quatro derrotas. Como faz? Futebol é resultado”, argumenta. Vítor Hugo ainda aponta os fatores que considera responsáveis pelo rendimento ruim da equipe na Copa Paulista. “O Noroeste tem um dos melhores grupos dentro da competição, o que está faltando é um ajuste dentro da equipe e definir uma maneira de jogar. Oscilou muito bons e maus momentos, mudou muito, jogou dois zagueiros, três zagueiros e não teve uma definição na parte tática para termos um rendimento. Infelizmente, a realidade foi esta”, observa.
O diretor de futebol noroestino admite que a profunda reformulação do elenco durante a competição atrapalha o trabalho dos técnicos, mas não exime os treinadores da responsabilidade pelo mau momento noroestino. “O time não vai adquirir padrão sem trabalhar. Se não for assim, vai ficar um ano aí e o time não vai adquirir uma maneira, um sistema de jogar. Infelizmente, a verdade tem que ser dita: a gente não trabalhou e os resultados estão aí. A gente joga contra o último colocado e dá um chute para o gol durante o jogo todo. Está faltando trabalho”, critica.