O início da temporada 2009/2010 para o Bauru Basketball Team não será dos mais fáceis. A equipe que ressurgiu no final de 2007 por iniciativa do técnico Guerrinha, que na época havia se desligado do Rio Claro, inicia amanhã sua segunda participação em Campeonatos Paulistas de Basquete. No entanto, a expectativa não é muito grande na competição, que reúne as 14 forças do Estado. Com um elenco reformulado, o time bauruense não conseguiu manter o mesmo nível que encerrou a participação no Novo Basquete Brasil (NBB), em maio, quando ficou entre as seis melhores do Brasil. De lá para cá, o GRSA/Itabom viu alguns titulares deixarem o grupo. Foi o caso de Filé (pivô), Gaúcho (ala), Mãozão (pivô) e Ricardo (ala/pivô), além do reserva imediato Otávio (armador). Os substitutos para esta temporada são Eddy (ala), Marcelo (pivô), Gaspar (pivô/ala) e Soriani (armador). Mas que deve estar entre os cinco titulares, apenas Eddy, que estava no Saldanha da Gama. A diretoria optou por enxugar a folha de pagamento para ter a possibilidade de reforçar a equipe com um segundo estrangeiro – o primeiro é o norte-americano Larry Taylor. No entanto, a insegurança financeira, causada pela proximidade do vencimento dos contratos de alguns patrocinadores, deixaram os dirigentes com o sinal de alerta ligado. Agora, a equipe inicia o Campeonato Paulista – contra o XV de Piracicaba, amanhã às 20h – sem condições de medir forças com tradicionais adversários que se reforçaram, como é o caso de Assis, que trouxe dois norte-americanos, Franca, Paulistano e Rio Claro. “No Campeonato EPTV, que serve como preparação para o Paulista, deu para perceber que as equipes estão investindo bem e deixaram o campeonato muito mais forte do que no ano passado. O Paulistano, por exemplo, fez uma reformulação e contratou oito jogadores que eram titulares no NBB. Nós temos uma equipe enxuta para disputar dois campeonatos. Hoje, no Paulista, nós brigaríamos para entrar nos playoffs, já no NBB, ficaríamos de fora do playoff. Mas vamos trabalhar com a superação”, diz o técnico Guerrinha.
Com o elenco reduzido, 11 atletas, o treinador teme uma queda de rendimento nos revezamentos, muito comuns no basquete, e possíveis contusões. “Hoje nós temos quatro jogadores prontos para jogar como titulares. O Alex, o Larry, o Fischer e o Eddy. Está faltando, no mínimo, três jogadores de nível para jogar o NBB e fazer um revezamento legal. Se tivermos um problema de contusão, nós estamos a pé”, avalia.
O custo mensal de um jogador norte-americano gira em torno de R$ 10 mil. Dos reforços, apenas Eddy começará entre os cinco titulares. “O Eddy tem um potencial físico muito bom, arremesso e contra-ataque bons. E, jogando ao lado do Larry, ele ganha muito. Para o Paulista, mais um jogador dá para a gente começar o campeonato em igualdade com algumas forças. Durante a competição nossa equipe cresce, com o apoio da torcida e muita superação. Nas primeiras partidas vamos encontrar algumas dificuldades, mas acredito que, durante o primeiro turno, ganharemos ritmo e evoluiremos”, afirmou o treinador do time bauruense, que está treinando há cerca de dois meses.
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Time pode fechar hoje com ala/pivô norte-americano
O ala/pivô Robinson Louisme deve ser o segundo norte-americano no elenco do GRSA/Itabom. Em negociações com o atleta há algum tempo, a diretoria da equipe bauruense espera apenas a resposta da proposta, anteriormente discutida, enviada ontem, após a renovação de patrocínio da Nestlé. Caso não haja reviravoltas, o jogador assina para reforçar o time no Campeonato Paulista e NBB. “Hoje teremos a resposta definitiva”, comenta o vice-presidente do GRSA/Itabom, Vítor Jacob.
Luisme tem 24 anos, 2,04m e defende a equipe da Universidade de Tulane, de Nova Orleans. Na última temporada, teve médias de 10,5 pontos, 6,9 rebotes e 1,3 bloqueios por jogo.
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Inexperiência
O ala Fischer, que, ao lado de Larry Taylor, é um dos principais jogadores do time bauruense, aponta a renovação do elenco como sinal de alerta para esse início de campeonato. “No ano passado, a gente tinha o Mãozão, o Filé e o Ricardo, que tinham condições de jogar uma partida inteira. Hoje, nossa equipe é mais jovem. A gente ganha muito na parte física, mas perde em experiência. Precisamos ganhar entrosamento e se soltar para o jogo, que teremos condições de fazer um bom Campeonato Paulista”, avaliou o “atirador” bauruense.