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Com caixão em mãos, família leva mais de uma hora para enterrar corpo


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Não bastasse a dor da perda, a família do comerciante de 41 anos vítima da gripe suína levou mais de uma hora para enterrá-lo no Cemitério da Saudade, anteontem pela manhã. O caixão não cabia no túmulo. Constatado o problema, o coveiro nada fez para resolver a situação sob a alegação de que havia outro sepultamento a realizar, informam parentes.

Por algum tempo, ficaram sem saber o que fazer com a urna funerária preterida pelo funcionário do cemitério, embora tivessem pago todas as taxas e serviços necessários para um sepultamento digno.

Mesmo revoltados com a falta de respeito e o constrangimento a que foram submetidos, os próprios familiares carregaram o caixão até outro túmulo da família (no mesmo cemitério), capaz de acolher a urna funerária. Aguardaram mais meia hora até que o coveiro voltasse e os atendesse. Ainda assim, ele precisou da ajuda de parentes para colocar o caixão no local correto, informou um parente.

Ele levou o caso à imprensa para evitar que outras famílias passem pela mesma tristeza. Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), a espera só foi prolongada porque a funerária não comunicou, como de praxe, que o tamanho da urna era maior em relação às convencionais. Ainda segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, o caso será apurado para que não seja repetido.

O homem foi velado no Centro Velatório Terra Branca. Segundo informações obtidas no local, o trâmite comum é o próprio cemitério procurar a funerária para obter informações sobre o tamanho da urna. Em Ribeirão Preto, por exemplo, em caso de dúvidas, os cemitérios fazem a medição no velório. “Ficamos muito chateados com o ocorrido, mas isso não é uma atribuição da funerária”, consta em material enviado pela assessoria de imprensa da funerária. O comerciante permaneceu internado 23 dias no Hospital Estadual em virtude do H1N1. Morreu de insuficiência respiratória por conta do vírus, conforme consta na certidão de óbito.

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