Com a proposta de conquistar o mercado pela versatilidade e desempenho, a China chega ao mercado automotivo brasileiro com seu primeiro veículo: Chery Tiggo. Até o final deste ano outros três irão desembarcar em nosso território, Chery QQ, Chery Face e o carro conhecido na China como Chery A1, mas que a empresa pretende lançar uma campanha para que o brasileiro escolha um nome para o veículo. Bauru terá uma das 30 revendas iniciais da marca no Brasil. Mas a Chery não informa ainda quem vai operar na cidade. A data seria o início de setembro.
A expectativa dos chineses é de que a empresa feche 2009 com 4.500 veículos vendidos no Brasil: 2.500 unidades do Tiggo e mais 2.000 veículos de outros modelos. Mas como convencer o exigente consumidor brasileiro a pelo menos testar um produto chinês, sem tradição nenhuma no mercado automobilístico? A alternativa é oferecer uma rede completa de assistência e serviços. A Chery começa a operar no Brasil com 30 lojas distribuídas pelas principais capitais brasileiras e grande cidades do Interior paulista. Até o final de 2009, serão 55 revendas espalhadas por 14 Estados e a proposta para 2010 é abrir outros 70 pontos de revendas.
De acordo com Luis Curi, diretor da Chery no Brasil, todas as revendas da empresa serão equipadas com show room, assistência técnica completa, departamento de peças e butique além do serviço de 24 horas de road assistence. “Se o cliente tiver algum tipo de problema em qualquer lugar do Brasil, basta ligar para o serviço e o socorro irá chegar até o local do ocorrido”, garante Curi. O serviço funcionará sete dias por semana, 24 horas por dia e será gratuito em todo o território nacional.
Nas ocasiões em que o cliente estiver a mais de 50 quilômetros de onde reside, a Chery Brasil garantirá alojamento e transporte gratuito para a residência dos ocupantes do veículo. A Chery também garante veículo reserva, caso o conserto do carro em uma das lojas da rede leve mais que 48 horas.
O Tiggo chega ao mercado completo, com motor acteco 2.0 a gasolina, freios ABS com EBD nas quatro rodas, chassi projetado pela British Lotus Company. Suspensão independente com barras estabilizadoras, amortecedores pressurizados, ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, rodas de liga leve, faróis de milha, air bag duplo, rack, som com CD player e entrada USB para MP3 e plataforma telemática.
O preço de venda do primeiro carro chinês que desembarca no Brasil também é um outro atrativo: R$ 49,9 mil com garantia total de três anos. Por enquanto, os veículos da Chery, inclusive o Tiggo, são produzidos na fábrica da montadora no Uruguai, mas Curi garante que em breve o Brasil deverá ter sua própria fábrica. “Viemos para ficar, ganhar mercado e mostrar toda a qualidade dos veículos Chery ao mercado brasileiro”, afirma.
Curi avisa que até o início de setembro as revendas no Brasil, inclusive a de Bauru, já estarão funcionando com o Tiggo para entrega.
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Fábrica no Brasil
Representantes da Chery, uma das maiores montadoras da China, confirmaram diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que instalará uma fábrica no Brasil com capacidade para produzir até 150 mil veículos por ano. Inicialmente, a montadora chinesa irá produzir somente o modelo A3. A montadora ainda está analisando se instalará a fábrica em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou Ceará.
O início da produção seria a partir de 2012. Mas a construção, que demandaria algo entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões, depende da comprovação de que o custo de se produzir no Brasil fique muito perto do custo da China.
Atualmente, o centro das operações da Chery no continente está localizado em Montevidéu, no Uruguai. A intenção da empresa, no entanto, é tornar o Brasil a sua unidade central sul-americana. A produção por aqui vai contar também com modelos para exportação para países da região.