A Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes) vai financiar o início de 48 empreendimentos populares em Bauru. O programa de microcrédito da Sebes será executado pelo Instituto Soma que, de acordo com projeto de lei de autoria do Executivo enviado para a Câmara Municipal, receberá dos cofres públicos R$ R$ 44.600,64 para disponibilizar linhas de crédito.
“A pessoa será encaminhada ao instituto pela assistente social. Ela levará os documentos pessoais e três orçamentos do material a ser adquirido. A entidade ficará com essa responsabilidade de analisar. Para facilitar o empréstimo, não tem análise de crédito. Nós queremos melhorar a condição de vida da pessoa. Por isso, ela passou por todas essas fases do programa”, afirma a secretária da pasta, Darlene Tendolo. A microcrédito deve começar a funcionar ainda neste mês.
O programa é dividido em três fases: serviço de preparação para o trabalho e renda, serviço de incubação de empreendimentos populares solidários e o microcrédito. Além de preparar e orientar as pessoas para o mercado de trabalho, o programa financia o início das atividades. Os participantes desenvolvem habilidades específicas nas áreas de artesanato (bijuterias, biscuit, decoupagem, tear, crochê, técnicas variadas de pintura e bordado) e prestação de serviços (estética, gastronomia, eletricista, entre outros).
Quem participar das duas fases anteriores e passar pela avaliação do instituto pode solicitar empréstimo no valor máximo de R$ 1.000,00. No início, serão 48 beneficiados, depois a quantidade será avaliada de acordo com a demanda. Cada beneficiado tem até 60 dias para quitar a primeira parcela e, mediante avaliação técnica, poderá estender o prazo para quitar a dívida em até 24 meses. Não haverá encargos.
Este será o primeiro programa de microcrédito da gestão de Rodrigo Agostinho (PMDB). A Sebes já desenvolve o programa desde 2006. Os recursos são provenientes do Fundo Municipal de Assistência Social. O objetivo desta ação, segundo Darlene, é conceder crédito ágil, acessível e adequado para o crescimento e consolidação de empreendimentos de pequeno porte, individuais ou societários, aos usuários dos serviços de Preparação para o Trabalho e Renda e qualificação profissional, a fim de fortalecer a política de emancipação e de combate à exclusão social.
De acordo com o diretor-executivo do instituto, André Luís Moraes, a inclusão produtiva utiliza-se de metodologia própria voltada ao perfil e às necessidades dos empreendedores, estimulando as atividades produtivas e as relações sociais das populações mais carentes, gerando, assim, ocupação, emprego e renda. “Ele será orientado para que o crédito seja investido em seu negócio. O valor do empréstimo pode variar. Vai depender das necessidades de cada um.” O instituto dará uma contrapartida ao programa de cerca de R$ 6 mil por mês.
O microcrédito integra a Rede de Proteção Social Básica de Bauru, composta por 22 entidades do setor privado, entre elas o Instituto Soma, 66 serviços e seis Centros de Referência de Assistência Social (Cras), totalizando 74 serviços oferecidos à população em vulnerabilidade social.