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No Afeganistão, governo e oposição declaram vitória

Folhapress
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Cabul - O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, acredita em uma vitória ainda no primeiro turno nas eleições realizadas anteontem, segundo um porta-voz de campanha.

“Nosso candidato está ganhando, não é preciso um segundo turno”, assegurou Sediq Sediqqi, porta-voz da campanha eleitoral de Karzai.

Questionado sobre no que se baseava para fazer tal afirmação, Sediqqi disse ser “cedo demais para cantar vitória”, pois é preciso esperar uma apuração que durará semanas.

“Nossas indicações iniciais mostram que nosso candidato está na frente. Em algumas províncias, sabemos que estamos na frente. Certamente esperaremos pela apuração dos votos, mas podemos prever que nosso candidato terá mais de 50% dos votos e, portanto, ganhará no primeiro turno”, completou o porta-voz.

Pesquisas antes das eleições apontavam Karzai na frente, mas previam um segundo turno com o candidato Abdullah Abdullah. A apuração dos votos começou após o fechamento das urnas, mas a Comissão Eleitoral espera resultados apenas a partir de 3 de setembro.

Oposição

Se Karzai comemora, a equipe do principal candidato opositor, Abdullah Abdullah, também disse ontem ter recebido a maioria dos votos, embora tenha frisado que espera o anúncio oficial da Comissão Eleitoral.

“Estamos na melhor situação. Abdullah, por enquanto, tem 62% dos votos, enquanto (o atual presidente, Hamid) Karzai, apenas 32%”, disse o porta-voz da campanha opositora.

Comissão pede paciência

A Comissão Eleitoral, no entanto, ainda se recusa a confirmar qualquer resultado - o calendário oficial prevê que um resultado prévio seja anunciado só a partir do próximo dia 25. Um dia depois das eleições presidenciais e provinciais, a comissão anunciou a conclusão da apuração nas circunscrições, mas ainda aguarda a chegada à capital Cabul das cédulas - o que torna muito prematuro proclamar um resultado.

O porta-voz da Comissão Eleitoral, Zekria Barakzaï, anunciou que o comparecimento do povo às urnas deve ficar de 40% a 50%, em todo o país. “A participação não foi a mesma no norte, sul e centro do país, mas foi bastante boa”, disse, em referência ao fato de que a região sul é bastião do grupo fundamentalista islâmico Taleban, que pediu aos afegãos que boicotassem a votação e realizou ataques, na tentativa de tirar a legitimidade do pleito.

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