A medida de segurança que resultou no adiamento do início das aulas buscava assegurar uma proteção à saúde dos alunos, professores e comunidade. Passados os dias tidos como necessários para a averiguação dos casos supeitos da gripe A, retomamos as atividades educativas. Escolas cheias, professores trabalhando para colocar o conteúdo em dia, “não a quantidade”.
Dentre todos os Estados brasileiros, São Paulo, através do secretário da Educação, insiste na necessidade de manter os 200 dias letivos, impondo a reposição aos sábados, interferindo na qualidade da saúde do educador. Imagine um professor que trabalha em dois turnos, de segunda a sexta-feira, que tem família, aulas para preparar, cursos para se atualizar, provavelmente se vê num impasse, pois o tempo que restava para essa atividades extra-classe, será inutilmente empregado numa reposição sem propósitos pedagógicos... apenas os números estão em jogo.
É lamentável que professores, com todo o conhecimento que têm do trabalho educativo, os anos de preparação que possuem nas questões de direitos humanos, abaixem a cabeça a essa imposição, sem uma atitude de profissionais unidos dizendo NÃO aos sábados. Pois é fato comprovado que a reposição é mera formalidade numérica, não traz benefícios pedagógicos nem psicológicos para nenhum dos envolvidos - professores e alunos.
O secretário está preocupado com os alunos? Grande mentira! Parece mais um gancho político e infeliz, ao meu ver. Educação virou moeda de troca na política e a propaganda que se faz não justifica a realidade.
Professora Lucimara Brazolin