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Cidade acumula 14.351 lâmpadas ultrapassadas

Monise Centurion
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Bauru tem 14.351 pontos de luz ultrapassados que necessitam de troca. São lâmpadas de vapor de mercúrio, de 125 e 80 watts, que precisam ser substituídas pelas de sódio, de 100 watts, mais potentes e econômicas. Além de lâmpadas, braços e reatores dos pontos também terão de mudar. Para colocar em prática o plano básico de iluminação pública, a prefeitura terá de desembolsar pelo menos R$ 3,3 milhões para custear a substituição. O plano global de iluminação, além disso, engloba mais de R$ 6 milhões no total.

O número foi citado por Igor Fournier e Evandro da Silva Pinto, representantes da Divisão de Iluminação Pública (DIP), subordinada ao Departamento de Construções da Secretaria Municipal de Obras, durante a discussão do “Plano Diretor de Iluminação Pública de Bauru”, realizado na manhã de ontem, durante o último dia do Seminário - Gestão Municipal de Iluminação Pública. O evento foi uma reivindicação formulada através do vereador José Roberto Segalla (DEM), para a discussão dos problemas e alternativas em iluminação pública para a cidade.

Na ocasião, o gerente de contas do poder público da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Luiz Antônio de Campos, demonstrou aos participantes do evento o projeto desenvolvido para Bauru, que contempla, além da troca das 14.351 lâmpadas, a melhoria da potência de outras 10.368, totalizando 24.719 pontos. O custo final do projeto está avaliado em R$ 6,2 milhões.

“O plano da companhia contempla não só a troca de lâmpadas, mas também a remodelação do setor. Rotas de ônibus, entornos de praças e escolas, áreas com incidência de criminalidade e vandalismo foram mapeadas para ganhar iluminação mais potente. Para definir o critério de substituição, a CPFL levou em consideração dados da Secretaria Municipal de Educação e Diretoria Regional de Ensino, Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e Polícia Militar”, afirma.

Segundo a proposta, locais vulneráveis para a criminalidade e próximos de instituições de ensino, que somam 1.723 pontos, receberão lâmpadas de vapor de sódio com 250 watts, que possuem potência maior para iluminação. Já rotas de ônibus e entornos de praças devem receber lâmpadas de 150 watts de potência. As demais localidades devem ter lâmpadas de 100 watts, que gasta R$ 8,11 por 360 horas.

Custeio

Além de um projeto de iluminação para Bauru, os participantes do seminário discutiram quais as formas de financiamento são viáveis para custear o plano, seja ele qual for. Durante o evento, duas possibilidades de custeio ficaram mais evidentes entre os participantes: o financiamento pela Eletrobrás e a incorporação de um valor na Contribuição de Iluminação Pública (CIP) para financiar o plano da CPFL.

Na quinta-feira, o representante do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobrás, Rafael Santos Rocha, apresentou alternativa do financiamento por meio do Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente (Reluz), que prevê investimentos de R$ 2 bilhões para estimular o desenvolvimento de sistemas eficientes de iluminação pública no Brasil.

O financiamento dos projetos é feito às concessionárias de energia elétrica - distribuidoras, transmissoras e geradoras - que, em articulação com as prefeituras, executam os serviços. O valor do financiamento corresponde a até 75% do custo total do projeto que a administração municipal apresentar.

O restante (25%) constitui a contrapartida das concessionárias, no caso de Bauru a CPFL, e prefeituras, que pode ser feita por meio de serviços próprios como: transporte, mão-de-obra, e outros serviços necessários à execução dos projetos. A prefeitura que contratar o serviço tem carência de dois anos e 60 meses para efetuar o pagamento, com juros de 5% ao ano, além de 1,5% de taxa de administração. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, o Reluz é desenvolvido pela empresa por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

Já a proposta da CPFL é incorporar R$ 1,50/mês na conta da CIP de cada bauruense para financiar, em três anos, o custo total do plano de iluminação. Atualmente, a população paga R$ 2,50 pela contribuição de iluminação. A despesa aumentaria para o consumidor em 60% do que é pago hoje para financiar o plano.

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