Regional

Criação de autarquia de água depende agora do Legislativo

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 1 min

Macatuba - Já está no Poder Legislativo o Plano Municipal de Saneamento, com as diretrizes e orientações para a criação de uma autarquia para administrar o serviço de água e esgoto em Macatuba (46 quilômetros de Bauru).

Estudo técnico encomendado pela Prefeitura indica que o município economizaria recursos, se criasse uma autarquia municipal para administrar o serviço de água e esgoto na cidade que, atualmente, é feito pela Sabesp. O contrato de prestação de serviço de 30 anos com a empresa venceu no final do ano passado.

Segundo José Aurélio Paschoal, chefe de gabinete do prefeito Coolidge Hercos Júnior (PMDB), as audiências públicas mostraram que a maior parte da população estaria insatisfeita com os serviços da Sabesp. “A população foi praticamente unânime: não está satisfeita com o serviço da Sabesp pela questão do preço e realmente quer a implantação da autarquia”, afirma Paschoal.

“O Plano Municipal de Saneamento trata de todas as diretrizes, todo o trabalho feito pela Sabesp ao longo destes 30 anos e dos estudos feitos por um geólogo. Também traz a orientação para que se crie a autarquia”, explica Paschoal.

Além da população, representantes da Sabesp também participaram das audiências públicas realizadas em Macatuba. “A Sabesp não ofereceu nenhuma proposta com relação a preço e investimentos futuros”, lembra Paschoal.

Os vereadores terão 45 dias para votar o Plano Municipal de Saneamento. Após esta etapa, o Executivo deverá elaborar um projeto para a criação do Departamento Municipal de Água e Esgoto. Segundo Paschoal, a previsão é de que, após a aprovação dos projetos, a autarquia municipal entre em funcionamento em janeiro de 2010.

Os investimentos, segundo ele, seriam feitos de forma gradual com os recursos dos impostos pagos pelos consumidores sendo que a Prefeitura já tem a estrutura para dar o suporte necessário aos serviços.

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