Tegucigalpa - Uma delegação do governo interino de Honduras propôs à OEA (Organização dos Estados Americanos) solucionar a crise política do país com a renúncia tanto do presidente interino, Roberto Micheletti, quanto do presidente deposto, Manuel Zelaya, para que uma terceira pessoa assuma o cargo, divulgaram agências internacionais e o jornal “The Washington Post”. Mas o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, fechou a porta para qualquer desfecho que não resulte no retorno ao poder de Zelaya, cuja deposição completou dois meses ontem.
O governo interino “não cedeu em um dos pontos principais, que é o retorno do presidente Zelaya. E nós também não vamos ceder nessa questão”, disse Insulza em entrevista ao jornal chileno “La Tercera”. “Portanto, até que haja um consenso sobre isso, não haverá acordo. Zelaya deve retornar a Honduras como presidente.”
A proposta também teria sido rejeitada pelo embaixador hondurenho na OEA, Carlos Sosa, partidário de Zelaya, segundo o “Washington Post”. “Não podemos aceitar isso. É um esforço para ganhar tempo”, disse Sosa ao jornal americano.
Segundo o artigo 242 do capítulo 6º da Constituição de Honduras, a Presidência do país seria assumida pelo presidente da Suprema Corte, Jorge Rivera - considerado peça fundamental na deposição de Zelaya.