Na próxima quarta-feira, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) estará em Brasília para participar da cerimônia que irá anunciar quais projetos foram selecionados pelo governo federal para receber empréstimo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de tratamento de esgoto. O projeto encaminhado por Bauru no início do ano está entre os aprovados. A notícia foi dada em primeira mão pelo subsecretário de relacionamento externo da Casa Civil da Presidência da República, Alexandre Padilha, durante evento realizado em Bauru anteontem.
Segundo o prefeito, o fato do projeto bauruense estar entre os escolhidos não significa que a cidade irá tomar os R$ 50 milhões de empréstimo que terá a seu dispor. Rodrigo disse que conversou muito com o subsecretário e com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, logo após o anúncio, e teria dito a eles que a prefeitura não conta com apoio popular nem político para contrair empréstimo, mesmo que seja para uma causa nobre como o tratamento do esgoto da cidade.
De acordo com Rodrigo, Bauru já teria sofrido muito com os financiamentos feitos no passado. Por isso, o esforço da prefeitura segue no sentido de conseguir dinheiro a fundo perdido, que não precisa ser devolvido.
Cientes disso, tanto o ministro quanto o subsecretário teriam recomendado ao prefeito manter o projeto no PAC sem fazer empréstimo. Segundo eles, se no fim do ano sobrarem recursos do orçamento geral da União, Bauru poderá ficar com uma parcela desses recursos a fundo perdido. Outra possibilidade é o PAC 2, previsto para o ano que vem, e que terá como principais beneficiários os municípios que não tem como fazer empréstimos.
Enquanto não chegam os recursos federais, as obras vão sendo tocadas com dinheiro do próprio município. “Estamos fazendo os interceptores. Este ano, vamos entregar a estação de tratamento de Tibiriçá. Estamos terminando a licitação para a estação do Núcleo Gasparini, que é pequena. Não estamos parado”, diz Rodrigo.
Segundo o prefeito, a prefeitura está preparando também a licitação dos interceptores que irão tirar o esgoto de dentro da cidade. Assim que a obra estiver pronta, não haverá mais esgoto a céu aberto correndo ao longo da avenida Nuno de Assis. “Estamos preparando toda a malha de coletores para poder levar um dia o esgoto para a nossa tão sonhada estação de tratamento”, comenta. De acordo com Rodrigo Agostinho, Bauru até tem condições de construir a estação com recursos próprios, mas demoraria muito tempo para concluir a obra. Segundo estimativa do prefeito, levaria cerca de dez anos para o tratamento ser completo.