• Câncer de útero
A Secretaria de Estado da Saúde fechou levantamento que aponta uma redução de 29,2% dos casos graves de câncer de colo de útero entre os anos de 2003 e 2007. Durante esse período foram registrados 165 casos a menos de câncer em fase avançada. Em 2007, 399 casos de câncer de colo de útero foram diagnosticados nos estágios 3 e 4 no Estado de São Paulo. Já em 2003, os dados mostram que 564 mulheres tiveram a detecção da doença nestas fases. Para os estágios 1 e 2, considerados iniciais, também houve diminuição, de 26,1%. Em 2007 foram 1.153 casos, contra 1.454 em 2003.
• Útero 2
Para alcançar os números ideais de redução da doença a Secretaria treina, desde 2005, médicos, enfermeiras e gestores para realizar projetos de implantação do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero na rotina de atenção à saúde básica das mulheres nos municípios paulistas. O treinamento é realizado pela Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp), órgão da pasta, que estima já ter orientado cerca de 5 mil profissionais em todo Estado. “Em janeiro de 2009, treinamos mais 120 profissionais. Ainda esta em fechamento as datas e locais para o restante do ano”, afirma José Antônio Marques, médico oncologista e responsável pelo projeto.
• Útero 3
No Hospital e Maternidade Interlagos, unidade da Secretaria, as mulheres que buscam tratamento na unidade contam, desde 2007, com o projeto “Ações de Prevenção”, que funciona como um ambulatório resolutivo. “As mulheres procuram a unidade espontaneamente e cerca de 40% delas nunca realizaram o exame de papanicolaou. Tendo em vista esse quadro, criamos o projeto para colaborar no diagnóstico precoce da doença”, afirma a ginecologista e diretora do Hospital e Maternidade Interlagos, Sandra Regina Sestokas Zorzeto.
• Útero 4
Em dois anos de projeto 17,3 mil pacientes passaram pelo Ambulatório Resolutivo de Câncer Uterino do Hospital Interlagos e, em 70% dos casos, os exames apresentaram alguma alteração. Além dos exames, são feitas atividades educativas em grupos de saúde da mulher, com orientações sobre as atitudes de prevenção ao câncer, dicas sobre higiene corporal, prevenção do câncer da mama (auto-exame, ECM-exame clínico das mamas), Doenças Sexualmente Transmissíveis, HPV e periodicidade dos exames de papanicolaou, entre outros.
• Doação de óvulos
Em outra iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde, foi iniciada uma fase inédita do Programa de Reprodução Assistida, realizado no Hospital Estadual Pérola Byington: a doação de óvulos. Destinado a ajudar mulheres com mais de 40 anos que apresentam dificuldades para ovular, o novo procedimento agilizará o andamento da fila, diminuindo o tempo de espera para participar do programa. Batizado de “Doação Compartilhada”, o procedimento é inédito em hospitais públicos no Estado de São Paulo.
• Óvulos 2
Por ser o único hospital do Brasil a oferecer um tratamento contra infertilidade totalmente gratuito, o Hospital Pérola Byington é procurado por mulheres de todas as regiões do país que nutrem o sonho de engravidar, mas encontram dificuldade para fazer isso naturalmente. Resultado: atualmente, mais de 1.000 pacientes esperam na fila. Uma espera que pode chegar a quatro anos.
• Óvulos 3
O processo para permitir que o espermatozóide se una ao óvulo começa bem antes da doação em si. Faz-se um cadastro das pacientes com menos de 35 anos que aguardam na fila que estariam dispostas a doar seus óvulos. A partir daí, busca-se entre as pacientes cadastradas aquela que tenha o mesmo tipo físico e sangüíneo da doadora. Estabelecido o pareamento, as duas pacientes passam por uma série de exames para identificar a presença de doenças como HIV, hepatite e Sífilis e problemas genéticos graves. As candidatas a mamães também passam por avaliações psicológicas.
• Óvulos 4
Exames feitos, inicia-se o uso de medicação para aumentar as chances de sucesso. As doadoras passam a tomar hormônios para estimular os ovários e, assim, produzir maior número de óvulos aproveitáveis. As receptoras passam a tomar hormônios para estimular a formação do endométrio e assim, facilitar a recepção do embrião. Assim que os hormônios fazem efeito os óvulos são retirados, fecundados com o sêmen dos pais e reinseridos na receptora.
• Óvulos 5
“Esse tipo de doação é vantajoso para todas as envolvidas. Quem recebe tem a oportunidade de driblar a deficiência na produção de óvulos e dar início a uma gestação. Quem doa diminui o tempo de espera na fila e inicia junto com a receptora o processo de fertilização in vitro”, afirma a diretora do Departamento de Infertilidade Conjugal, Dra. Nilca Donadio. O Hospital Pérola Byington se prepara desde o ano passado para realizar o procedimento. Foram criados ambulatórios específicos para atender doadoras e receptoras separadamente e garantir que elas não entrem em contato umas com as outras, garantindo o anonimato que a situação exige.