Bairros

Abese lança cartilha para orientar consumidor

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 4 min

A região Sudeste do Brasil é responsável por mais da metade de todo o mercado de sistemas de segurança eletrônica. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) apontam que 53% do mercado está concentrado nessa região.

Em Bauru não existe um número exato, mas de acordo com os próprios empresários do setor, a cidade deve contar em média com 30 empresas especializadas em alarmes monitorados residenciais. Além das empresas legalmente instaladas, outro número de prestadores de serviços informais chega a duplicar a oferta.

Os números da cidade vão ao encontro do que acontece no resto do País. A Abese relata que a maior parte do mercado ainda está na mão de prestadores de serviço individuais, cerca de 36%. Outra parte, aproximadamente 33%, está com as microempresas, e 16% são empresas de pequeno porte. Os outros 15% do mercado estão nas mãos das médias e pequenas empresas de segurança eletrônica.

Na intenção de orientar o consumidor, na hora de escolher a empresa que em tese terá a chave da sua residência a Abese editou, recentemente, uma cartilha que orienta o consumidor, entre outras coisas, a escolher a melhor empresa.

“O que é preciso saber para adquirir o melhor sistema para sua necessidade” é um manual prático sobre segurança eletrônica. De acordo com a cartilha da entidade, segurança eletrônica não se compra em balcão.

A cartilha disponível no site da Abese (www.abese.org.br) explica que, em geral, os sistemas de segurança eletrônicos servem para detectar a invasão acionada por câmeras, sensores ou por ação do ser humano, através do botão de pânico ou senha trocada para identificar a presença de pessoas indesejadas no local; comunicar por meio sonoro, luminoso ou silencioso a presença de alguém indesejado para a central de monitoramento.

Por último, serve também para inibir a presença de todo aparato do sistema de segurança e afastar qualquer pessoa que esteja mal intencionada.

Marcos Menezes, diretor de comunicação da Abese, orienta que é necessário procurar a orientação de um profissional da área para adquirir com segurança um sistema eletrônico que vise a segurança da residência ou comércio.

“É necessário que seja realizado um diagnóstico e a análise de riscos. São os passos iniciais de um projeto de sistema eletrônico de segurança, que vêm antes da compra dos equipamentos e serviços”, orienta Menezes.

Projeto

O projeto a ser implantado é outro ponto de extrema importância para a eficácia da implantação de um sistema eletrônico de segurança. A partir do projeto, que deve ser realizado por uma empresa especializada, é que serão levantadas inúmeras informações que permitirão a aplicação da tecnologia mais adequada ao local. É a solução personalizada.

“Cada residência, condomínio ou empresa possui suas particularidades, que irão influenciar diretamente no resultado final do sistema de segurança“, lembra Menezes. “O sistema de segurança precisa fazer parte do dia-a-dia do ambiente em que está instalado”, completa.

De forma geral, os sistemas de alarmes são compostos de um painel de alarme, teclado, sensores, sirenes e bateria de 12 volts (para casos de falta ou corte de energia elétrica). O painel de alarme é o coração do sistema. Por isso, deve ficar escondido num local de difícil acesso. O teclado deve ser instalado o mais próximo possível da entrada ou saída do imóvel. Ele serve para armar e desarmar o sistema, checar seu funcionamento, inibir setores, cadastrar senhas, verificar memória de disparos, acionar botão de pânico, fogo ou até emergência médica.

Os setores são usados para dividir o imóvel ou programar funções. Quanto mais setores houver, melhor será a identificação do imóvel e, portanto, dos locais eventualmente violados. Menezes frisa que qualquer sistema de alarme é um complemento para a segurança patrimonial e que deve ser visto como um acessório a mais.

Orçamentos

Marcos Menezes, diretor de comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), recomenda que o consumidor faça sempre três orçamentos e observe se em todos eles a infra-estrutura está inclusa no projeto (tubulações adequadas para cada ambiente). Este detalhe influencia no valor final do orçamento.

A Abese recomenda, ainda, que a escolha da empresa seja feita com base no pacote de soluções oferecidas. “É necessário ter em mente que segurança eletrônica já faz parte do orçamento familiar e que o barato nessa situação pode realmente ser muito caro”, alerta.

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