Iacanga - Prestes a ser inaugurada oficialmente, já está em fase de testes a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Iacanga (50 quilômetros de Bauru). O empreendimento, que custou quase R$ 3 milhões, é um dos maiores realizados nos últimos anos na cidade e tem capacidade para tratar 100% do esgoto urbano do município.
As obras começaram em 2006 e foram concluídas em junho deste ano. Desde então a ETE já vem operando em caráter de teste. A inauguração oficial deve ocorrer nas próximas semanas com a presença do governador do Estado, José Serra (PSDB).
A viabilização da obra ocorreu dentro do Programa Águas Limpas. Cerca de R$ 3 milhões foram liberados pelo governo do Estado através da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Secretaria Estadual da Saúde. A ETE tem capacidade para atender até 20 mil habitantes, aproximadamente o dobro da população atual da cidade. O terreno foi cedido pela Prefeitura que desapropriou uma área da Fazenda Estrela.
Agora, todo o esgoto coletado no município vai para a ETE onde será tratado em lagoas de estabilização e decantação e, após a água ser purificada, será despejada no rio Claro, afluente do rio Tietê.
A ETE também permitirá a despoluição dos mananciais, beneficiando a pesca e o turismo em toda bacia hidrográfica, proporcionando melhoria dos recursos hídricos e reduzindo os custos do tratamento de água destinada ao abastecimento público.
Segundo Moacir Bueno, assessor de gabinete do prefeito Ismael Boiani (PSDB), a construção da ETE é uma das maiores obras já realizadas no município e traz grandes benefícios à população. “Hoje, o tratamento de esgoto é fundamental em qualquer cidade”, comenta Bueno.
Bueno ressalta que o município já tem a licença prévia da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de Bauru para iniciar a operação da ETE e que, em breve o órgão deve emitir a licença definitiva.
O programa Águas Limpas, desenvolvido pelo governo do Estado, implanta sistemas de tratamento de esgotos, por lagoas de estabilização e decantação, em municípios com até 30 mil habitantes não operados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).