Guarulhos - Apontados como integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e armados com uma pistola .380 mm, cinco presidiários mantiveram cinco funcionários do CDP (Centro de Detenção Provisória) 1 de Guarulhos (Grande São Paulo) reféns por duas horas ontem para tentar escapar da prisão, mas acabaram se rendendo após negociação.
O CDP 1 de Guarulhos é uma das prisões mais lotadas de São Paulo. Segundo dados da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), a penitenciária tem 768 vagas, mas abriga 1.927 detentos.
O tumulto no CDP, uma prisão que deveria abrigar apenas presos à espera de julgamento, começou por volta das 12h30 de ontem, dia de visita, e acabou às 14h30, quando o diretor do lugar negociou a rendição dos cinco detentos.
Com receio de uma fuga em massa, o diretor da prisão pediu ajuda da Polícia Militar e o presídio foi cercado por PMs e um helicóptero.
Os presos que fizeram os funcionários reféns queriam fugir e, para isso, ameaçaram matá-los com a pistola .380 mm que portavam. Eles também tinham uma imitação de pistola.
Após o fim da confusão, a direção do CDP encerrou a visita no presídio e iniciou uma revista para descobrir se existiam outras armas.
A SAP abriu sindicância para apontar os responsáveis pela entrada da pistola .380 mm usada pelos detentos.
Por causa da tentativa de fuga, os cinco presos serão transferidos para uma prisão que funciona em RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), onde o detento passa até 22 horas por dia trancado.