Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

Copa João Fantin

As inscrições para a Copa João Fantin de Tênis, que será disputada no BTC de campo, serão encerradas no dia 8 de setembro e somente poderão ser feitas através de boleto bancário fornecido pelo site da Federação: www.tenispaulista.com.br. O torneio, que será jogado entre 18 a 20 de setembro, faz parte do calendário da Federação Paulista de Tênis. Tenistas de 8 a 70 anos estarão participando. Aqueles que não são federados também podem participar.

Bauruenses

O tenista Daniel Bustamante tem nos mostrado que é uma das promessas do tênis bauruense. Nos últimos dois finais de semana, participou de dois torneios federados na categoria 16MA e foi campeão em ambos. O primeiro foi o XVIII Torneio Juvenil do Tênis Country Clube, de Ribeirão Preto. O segundo foi disputado no Clube Monte Líbano de Rio Preto. Já Gilberto Conceição (VisualDoc Soluções Digitais) foi o campeão da categoria 4M2 do Avaré Tênis Tomb.

US Open

Começou ontem em Nova York o US Open, último Grand Slam do ano. No masculino, o atual número 1 do mundo aparece como favorito, contudo, divide as atenções com o britânico Andy Murray, o espanhol Rafael Nadal, o iugoslavo Novak Djokovic e o argentino Juan Del Potro. No feminino, a atual número 1 do mundo, Dinara Safina (Rússia), tentará seu primeiro título de Grand Slam, mas terá de superar fortes adversárias como as irmãs Serena e Venus Willians (EUA), Jelena Jankivic (Servia) e as russas Elena Dementieva e Maria Sharapova, que mesmo sem estar em sua melhor forma, pode surpreender. Os representantes do Brasil no torneio são Tiago Alves, Marcos Daniel e Thomaz Bellucci nas simples e Marcelo Mello, André Sá e Bruno Soares nas duplas. M. Daniel e Bellucci também jogarão nas duplas. No feminino, o Brasil não tem nenhuma representante, já que nossa melhor ranqueada é Maria F. Alves (272), ranking insuficiente para ao menos entrar no qualifying.

Nadal

O desempenho de Rafael Nadal no US Open é uma incógnita. Segundo seu tio e técnico Toni Nadal, Rafael pode perder na primeira rodada, pois enfrenta um adversário perigoso, o francês Richard Gasquet, como também pode chegar às finais. Segundo ele, nesta temporada Rafael começou muito bem, mas, no final, os problemas físicos o prejudicaram e agora está em outra fase, mais difícil, porque lhe falta ritmo de jogo. E ainda tem a questão da confiança que se ganha com as vitórias, que ele não está tendo.

Voltando também?

Existem rumores de que a ex-tenista belga Justine Henin esteja pretendendo voltar ao circuito profissional em 2010. Henin se despediu das quadras em maio do ano passado às vésperas de Roland Garros, quando era a número 1 do mundo. Não se sabe o motivo, se o dinheiro que ganharam vai acabando, ou se é o desejo de competir novamente, o fato é que o circuito feminino parece uma festa. As jogadoras simplesmente se afastam das competições, ou porque estão cansadas, ou se casam e param de jogar para terem filhos e o tempo vai passando. Um belo dia resolvem jogar novamente e, em pouco tempo, voltam a ser competitivas, com bons resultados, como bem nos mostrou recntemente sua compatriota Kim Clijsters (ex-número1 do mundo), que em seu primeiro torneio depois de mais de dois anos afastada venceu vários jogos, alguns contra jogadoras entre as 20 primeiras do mundo. A americana Lindsai Davemport (ex-número 1 do mundo) já havia nos dado provas que se afastar das quadras e voltar depois de um tempo não é problema. Em 2006, ficou grávida e decidiu encerrar a carreira. Em 2007, voltou às competições (após o nascimento de seu filho) e venceu dois dos três primeiros torneios que participou. Será que se Federer, Nadal, Murray ou Djokovic ficassem por um ano ou dois sem competir, teriam alguma chance contra aqueles que estivessem no topo? Ou mesmo contra algum dos 50 primeiros do mundo?

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• Dica

Todos nós temos aqueles dias que a raquete nos parece leve, enxergamos bem a bola, estamos bem concentrados e confiantes e nossas bolas vão exatamente onde queremos que vá. Em dias assim, não temos medo de tentar golpes mais arriscados, pois não existem vozes em nossas cabeças dizendo como bater a bola ou julgando nossos erros. Assim como existem dias bons, os maus também acontecem. Sabendo disso, ao terminar um jogo em que tudo deu errado, procure pensar não nesse dia ruim, mas naquele outro em que tudo deu certo para que sua autoconfiança não seja abalada. Tim Gallwey (autor do livro O jogo interior do tênis) disse que a chave para o sucesso é a confiança. Isso mesmo, confiança em nosso instinto natural, em nossa habilidade nata e mais importante, confiança em nós mesmos. Quando perdemos a confiança, não há direita ou esquerda bem batida capaz de nos fazer vencer o jogo.

• Curiosidades

Desde 1973, o Grand Slam US Open promove também uma chave para jogadores juvenis. No ano de 1983, na final juvenil masculina aconteceu uma fatalidade: em dado momento, o então juvenil Estefan Edberg (SUE) sacou um “ace” (saque em que o adversário não toca na bola) e bola depois de passar pelo jogador foi em direção ao juiz de linha, Richard Werthein (60 anos), que estava sentado no fundo da quadra. Ao tentar desviar da bola, o juiz se desequilibrou e caiu no chão batendo a cabeça. Levado às pressas ao hospital, Richard veio a falecer devido à fratura de crânio.

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