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Futuro premiê japonês quer gabinete jovem


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Tóquio - No primeiro dia após seu partido romper a hegemonia da sigla que governou o Japão por 54 dos últimos 55 anos e conquistar a maioria na Câmara dos Deputados do Japão, na eleição de domingo, o futuro premiê Yukio Hatoyama não estava para comemoração.

“A situação do Japão não me permite saborear a felicidade da vitória. Muitos japoneses sofreram por causa da política, e eles esperam que o meu partido faça mudanças’’, disse ontem o líder do Partido Democrata do Japão (PDJ). “Não dá para ficar dizendo ‘eu consegui, eu consegui’”, disse. O PDJ ganhou 308 das 480 cadeiras da Câmara -mas, a despeito de ter obtido vagas para governar sem alianças, Hatoyama anunciou que pretende ter outras duas legendas em sua coalizão.

Ele também disse que o Orçamento de 2010 será refeito “a partir do zero” e que as propostas dos atuais ministros “não eram bem-vindas”.

De quebra, manifestou intenção de indicar um gabinete de ministros menos burocratas e mais jovens que os que tradicionalmente integravam os gabinetes dos governos anteriores. E externou que sua prioridade é selecionar o nome do futuro ministro das Finanças.

A Bolsa de Valores do Japão começou ontem com a maior alta nos últimos meses por conta da vitória da oposição, graças ao fim da incerteza eleitoral e ao término de um governo enfraquecido.

Mas a cotação das ações terminou em queda - a valorização do iene afeta diretamente os exportadores japoneses, que já têm dificuldades de colocar seus produtos nos mercados americano e europeu.

O relógio eleitoral também ajuda na gravidade de Hatoyama. Em menos de um ano, haverá outra eleição legislativa para renovar o Senado. Hatoyama teme que, se não apresentar resultados rapidamente, possa ser castigado nas urnas.

Ex-presidente do PDJ e com grande ascendência sobre o novo premiê, Ichiro Ozawa foi designado hoje como chefe da campanha do partido para o Senado.

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