Sábado, quase 18 horas, chego ao Vitória Régia e de longe escuto os acordes do rock, tá tocando Janis Joplin. Uma deliciosa surpresa. Andando aqui e ali revejo amigos que há anos não via. Estamos aqui e ali, olhando, assistindo, nos abraçando. Outra banda rola um rock nacional e encontramos mais amigos de outros tempos.
Muito de nós estávamos esperando a “nossa” banda. E não deu outra. Quando a Liga entrou no palco, foi como se tivéssemos combinado. Fomos nos aproximando mais e mais do palco, e ficamos ali, na fila do gargarejo, entoando os rocks do Carlinhos Bauruzão. A alegria do vocalista da Superliga Katólika era visível. Ele cantava para todos, mas via, bem de perto, o seu publico ali, cantando o rock do trem. Saímos das casas, dos toco e das tocas, e dançamos, cantamos, e, muito mais, nos vimos, rimos e estivemos juntos.
Quando a mais antiga (e em atividade) banda de rock do Brasil entrou no palco, já estávamos de novo com dezoito anos, e junto com o Osvaldo do Made in Brasil gritamos – A minha vida é o rock in roll.
A volta do Vitória Rock garante lazer e espaço para os amantes deste estilo. Desde domingo estou afônica, mas feliz da vida. Entre uma gelada e uns agudos para acompanhar meus ídolos, a voz se foi, mas a certeza ficou: não é mole, neném, ser vampiro, em Bauru.
Tatiana Calmon