Tribuna do Leitor

Excessivo


| Tempo de leitura: 1 min

Vivemos uma era de exposição, onde a privacidade acabou por se tornar uma moeda de troca. Certamente, há muito tempo as pessoas utilizam de artifícios como circuitos de câmeras para maior segurança, mas ultimamente este excesso de "segurança" torna-se invasão de privacidade. Portanto, tudo que é abusivo acaba virando neurose. Frequentemente, temos provas de ataques à democracia. De certo, há monitoramentos criminosos feitos por espiões que usam de equipamentos para tentar interceptar conversas do supremo tribunal federal. Agora, o que antes eram suspeitas tornam-se provas de grande gravidade, mostrando que a privacidade acabou.

Câmeras, sofisticados apetrechos gravadores que funcionam a distância, até uma máquina que lê pensamentos, chamada "Epoc", tudo vem sendo modernizado e aperfeiçoado. Podemos afirmar que a tecnologia contribui cada vez mais, até que chegará uma hora que nenhum juíz nem legislador poderá controlar seu avanço. Por fim, estes são exemplos que nos fazem entender a amplitude da evolução tecnológica.

Estas invasões chegam a tanto que atingem desde cantores com a pirataria, até grandes impresas como a Microsoft, esta que mesmo assim não vê razão econômica para tentar defender suas patentes. Em suma, a lei continua a garantir o direito deles, mas, não há como fazer que este se torne efetivo.

Mesmo com o aumento da segurança há certa restrição à privacidade. Vista de outra forma, a “invasão da privacidade” não é em sua totalidade algo ruim: quanto menos barreiras separarem as pessoas, mais elas se conhecerão e se aceitarão, compreendendo-se. Portanto, podemos dizer que o excesso de apego à privacidade pode levar as pessoas a um processo de desperso-nalização. Mas sempre é bom tomar medidas para que isso não se transforme em exibicionismo excessivo. 

Thaís Lucarelo Lamonato - estudante

Comentários

Comentários