Regional

Perícia vai esclarecer se carteira salvou vendedor de um tiro fatal

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O delegado de polícia de Ocauçu, Bolívar dos Santos Júnior, aguarda a perícia do Instituto de Criminalística (IC) de Marília que vai definir se a medalha da sorte chinesa evitou o tiro fatal contra o vendedor de insumos agrícolas Reinaldo Pompeu Batista, 53 anos, numa tentativa de assassinato. A vítima foi salva da morte porque o objeto de aço encontrado na carteira evitou ferimento mais profundo.

Batista levou três tiros na manhã do dia 17 de agosto quando chegava à fazenda Portela II, à margem da BR-153 em Ocauçu. O bandido confundiu Batista com o administrador de uma fazenda que seria o alvo do assassinato.

O objetivo da perícia é atestar se a medalha no bolso da camisa da vítima foi atingida, evitando ferimento maior, o que pode aumentar a pena do soldador Heber Ferreira de Almeida, 25 anos.

“Quanto mais a tentativa de homicídio se aproxima da consumação, maior a pena que o juiz irá aplicar. O laudo é fundamental nesse caso para comprovar se a medalha evitou o tiro fatal”, disse o delegado.

No dia do crime foram disparados três tiros atingindo boca, perna esquerda e tórax da vítima. O vendedor depois de passar por cirurgia está internado no Hospital das Clínicas de Marília, mas ainda não tem previsão de alta.

Informalmente ele reconheceu o soldador como o autor da tentativa de assassinato, preso horas depois no mesmo dia do crime. A polícia levou o acusado até o centro cirúrgico e informalmente foi reconhecido o autor do assassinato. “Houve uma discussão entre as duas partes e foi necessário retirá-lo de lá”, contou o delegado.

Ainda falta o depoimento da vítima, que só será possível depois de receber alta do hospital. O inquérito policial já foi relatado e enviado à Justiça, mas falta o laudo pericial.

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