Entre as atrações naturais que podem ser apreciadas durante o passeio estão a Pedra do Gavião, cujo formato lembra a cabeça da ave, e uma imagem de São Francisco de Assis colocada em 1996 no alto de uma rocha. Mas o grande final, claro, é a chegada à Gruta do Talhado, que tem um píer onde as embarcações atracam e os visitantes são convidados para se atirar nas águas mornas, cristalinadas e verdes do Velho Chico.
O catamarã parte do restaurante Karrancas, no Dique II. Antes de partir, encomende seu prato de resistência para saborear na volta do passeio.
No trajeto, além de apreciar a natureza é possível, por conta da água que atravessa as tábuas do assoalho do fundo da embarcação, fazer uma hidromassagem.
A molecada adora. Conforme o barco se move, a água vai entrando e fazendo as vezes de uma jacuzzi. Redes, mesinhas e cadeiras também são oferecidas, dependendo do número de pessoas embarcadas.
Entre ida e volta e parada para o almoço, são mais ou menos três horas de passeio. Sabe aquelas fotos parecendo somente a cabeça das pessoas em meio ao “piscinão” cercado de paredões que quase todo mundo já viu nas propagandas do Xingó?
É o Paraíso do Talhado. Quem não quiser mergulhar tem outro apelo por ali: pegar um barquinho e se deixar transportar pela fenda do canion que tem uns 100 metros de comprimento.
Paredões cor de tijolo
O contraste da cor ferrugem dos imensos muros naturais - paredões imensos - com o verde do São Francisco criam uma beleza singular.
Torça para o sol raiar logo cedo para fotos perfeitas. Se banhando ou não aprecie sem moderação a beleza dessa gigantesca muralha encravada no meio do alto sergão de Sergipe. Inesquecível.
Como o barquinho que vai e vem, fica somente 30 minutos no lugar, aproveite ao máximo para voltar a São Paulo contando que esteve naqueles vales grandiosos, formando um canion de até 50 metros de altura, circundando um lago que chega a atingir até 190 metros de profundidade.
Tempo contado, hora de voltar para o catamarã, repassar o protetor solar - mesmo que estiver nublado você poderá voltar com marcas - beber mais uma cervejinha, uma água gelada ou comer uma cocada para repor as energias muito bem gastas no paraíso citado.
Depois é sentar sob uma sombra gostosa e esperar o prato encomendado lá no Karrancas - com certeza um peixe regional acompanhado do mais temperado pirão feito com farinha fininha como talco do mercado sergipano. E curtir esse belo cenário criado pelo homem com ajuda da natureza, que mesmo sem ter hoje tantos peixes, pitus, sagüis e macaco-prego, por conta das águas, continua sendo coisa de cinema.
Arqueologia A cidade de Canindé do São Francisco, distante 212 quilômetros da capital, é um dos pólos turísticos mais atrativos do Estado de Sergipe e faz parte do roteiro Rota Aracaju Xingó e do Pólo Velho Chico.
Abençoada pela mão do criador, ainda que esteja encravada no alto sertão sergipano, a cidade possui abundância de belezas naturais, como a vegetação exuberante - destaque para a caatinga -, o rio São Francisco e o Canyon do Xingó.
O homem também contribui para deixar o município mais atraente. Em Canindé de São Francisco os turistas podem conhecer a imponente Usina Hidrelétrica de Xingó (visita guiada) e entrar em contato com a história da civilização local através dos achados que se encontram no Museu de Arqueologia de Xingó.
O Museu é mantido pela Universidade federal de Sergipe, pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) - visite também o bairro onde os então trabalhadores da empresa moraram durante a construção das barragens - e pela Petrobras.
Escavações e as descobertas
O museu reúne tesouros arqueológicos com idade de até 9 mil anos, encontrados durante as escavações para a construção do Lago de Xingó.
São cerâmicas, utensílios, objetos de caça, desenhos rupestres e ossadas, geralmente encontradas junto a restos de comida.
Ali você também verificará como eram feitos os enterros dos povos primitivos. Uma amostra de como vivia o homem pré-histórico nordestino.
Detalhes no site www.museuxingo.com.br