Semana sim, semana não, vamos pescar no velho e bonito Batalha, rancho do Messias (Grilo). O trio de amigos: eu, Rissato e “seo” Celso, que é um ótimo cozinheiro. Chegando lá, eu e o Rissato arrumamos a “traia” de pesca e fomos fisgar uns lambaris. “Seo” Celso fica no rancho cuidando da gororoba, gosta da natureza, mas não pesca.
Quando íamos para o rio, Celso falou: “Lá pelas onze e meia vou fritar uns torresmos e vocês vêm para um belisco, com uma cachaça e cerveja gelada, antes do almoço.”
Hora vai, lambaris no emborná e o Rissato então disse: “Ó, cara, já são 11h40, vamos subir para o rancho, tomar uma gelada. O torresmo deve estar quase pronto.”
O cheiro estava terrível ao se aproximar do rancho e uma fumaceira danada saía da cozinha. Olhe só: o “seo” Celso colocou os torresmos numa panela de ferro para fritar, baixou o fogo e foi aguar as plantações... Adivinhe... Foi quando gritamos: “Chamem os bombeiros, está pegando fogo no rancho!”
Corremos, mas o torresmo mais parecia um monte de carvão na panela. E olhe, “seo” Celso ainda não tinha tomado nenhuma (dúzia). Enfim, tomamos nossa cachaça e uma cerva gelada antes do almoço, mas...
O “seo” Celso garante que na próxima vez vai ficar sentado perto do fogão e cuidar bem dos torresmos.
Agora, é esperar pra ver se vamos saborear o tal torresmo ou carvão...
José Carlos Heiras é pescador e contador de histórias