Tribuna do Leitor

Corda na casa de enforcado


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Não bastassem as notícias deprimentes geradas por administrações municipais anteriores  - e, pelo andar da carruagem, da atual também -  que o jornalista Nélson Gonçalves, por dever de ofício, nos passa em sua matéria “Dívida da prefeitura soma R$1 bilhão” (JC, pág.3, 2/9), somos obrigados a suportar, ainda, as intenções descabidas que ele tem  - e, por alguma razão, quer porque quer -  ao tentar comprometer, mais ainda, nossos recursos (nossos, viu prefeito?) com um novo empréstimo para antecipar o término de todos os módulos das ETEs, ainda na atual administração. A agravar todo esse “imbroglio”, existe a realidade de que todos nós, que por imposição da natureza temos nossas necessidades biológicas e higiênicas diárias, estamos pagando mensal-mente taxas que já vêm debitadas em nossas contas do DAE, por um tratamento de esgotos que ainda não temos. Ou seja, estamos subsidiando a prefeitura, até agora, em cerca de R$27 milhões! 

Talvez Bauru seja a única cidade do Brasil em que isso ocorre!  Normal seria que todas as necessidades do município fossem atendidas e supridas pelos quase 40% sobre o PIB (cerca de R$600 bilhões) em impostos que os brasileiros pagamos, anualmente, aos três níveis de governo. Quanto ao município, some-se aos tributos municipais os repasses, por lei constitucionalmente ordenados, da federação e do Estado de São Paulo. Até onde se saiba, estão sendo transferidos normalmente. Afinal, o que acontece com os recursos a fundo perdido prometidos em campanha eleitoral, que viriam, principalmente, do governo federal? Finalmente, a pergunta que não quer calar: será que o candidato que disputou o segundo turno com o senhor prefeito faria melhor? Não vale a desculpa de que a dupla Agostinho/Almagro não sabia que a situação era essa porque, é notório, sabia sim!  E como...

João Guilherme Ortolan

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