Regional

Prefeitura de Bariri exonera testemunha

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Bariri - Na última segunda-feira, a Prefeitura de Bariri (56 quilômetros de Bauru) exonerou a servidora Maísa Luci Durante do cargo comissionado de chefe de unidade que exercia há dez anos no serviço de saúde “Ozório Zaffalon”, conhecido como Soma 1. A funcionária é uma das principais testemunhas na ação civil instaurada pelo Ministério Público (MP) para apurar suposto esquema de desvio de medicamentos pela prefeitura.

Conforme apurado pelo Jornal da Cidade, Durante trabalhava na unidade de saúde, de onde o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apreendeu um computador, no final de julho, para perícia.

A servidora, contratada como auxiliar de enfermagem, era a pessoa diretamente responsável pela compra emergencial de medicamentos que não são disponibilizados pela rede pública de saúde. Os procedimentos envolvendo a entrega das receitas médicas e a retirada dos medicamentos por pacientes carentes teria sido revelado por ela ao MP com riqueza de detalhes.

Procurada pela reportagem, Durante revela que não consegue entender os motivos que levaram a prefeitura a pedir sua exoneração. “Eu atendia mais de 100 pessoas por dia”, conta. “Não levaram em consideração o que eu fiz para eles todo esse tempo”. De acordo com ela, todas as retiradas de remédios eram controladas por meio da assinatura do paciente na própria receita.

A servidora afirma que não assinou os papéis referentes à sua exoneração por não concordar com a forma pela qual ela ocorreu. Segundo ela, com a dispensa repentina do cargo em comissão, nem mesmo documentos pessoais puderam ser retirados do antigo local de trabalho.

Em relação aos problemas detectados no computador que registrava a entrada e a saída de medicamentos do seu setor, no seu envio para manutenção e no recolhimento da máquina pela Justiça para realização de perícia, a auxiliar de enfermagem afirma não possuir mais detalhes. “Para a gente foi uma surpresa, porque nunca houve uma pane dessas no computador”, afirma.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Bariri nega qualquer tipo de perseguição contra a funcionária e diz que sua exoneração foi motivada por mudanças estruturais no Centro de Saúde. “Ela foi exonerada do cargo em comissão porque a prefeitura precisou dos serviços dela na área em que ela prestou concurso”, afirma.

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