Botucatu - A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) apreendeu ontem cerca de 338 gramas de pasta base de crack e localizou mais um imóvel ocupado por um integrante da quadrilha de criminosos, ligados ao tráfico internacional de drogas, desmontada anteontem pelas policias Civil e Militar em Botucatu (100 quilômetros de Bauru).
Investigações desenvolvidas pela setor de inteligência levaram a polícia a identificar mais um imóvel no bairro Jardim Montemor, o mesmo onde funcionava um laboratório de manipulação de drogas, descoberto anteontem. No imóvel, localizado na rua Sete, n.º 899, morava um dos dez acusados por tráfico de drogas, formação de bando e quadrilha, associação para o tráfico, porte de arma, uso de documentos falsos e resistência.
De acordo com o delegado titular da Dise de Botucatu, Carlos Antônio Improta Júlio Filho, no local morava o indiciado Claudinei da Silva e sua esposa. Ele era um dos cinco acusados - entre os dez detidos anteontem - de usar identidade falsa. Um documento de notificação de protesto de cobrança, em nome de Ricardo Santana Cordeiro, foi encontrado no imóvel. Segundo Júlio Filho, trata-se do nome falso utilizado por Silva.
Também foram apreendidos na residência 338 gramas de pasta base de crack e duas ampolas de cocaína, semelhantes às apreendidas anteontem em outro imóvel, localizado no mesmo bairro, onde a quadrilha manipulava os entorpecentes para posterior venda na Capital.
“Isso vai formar mais prova em desfavor dele. Vamos juntar em inquérito que já apura o primeiro fato. Isso comprova cabalmente, sem sombra de dúvida, a participação dele nesta quadrilha”, explica o delegado, que ainda espera conseguir outras provas. “Nós estamos há mais de 48 horas ininterruptamente trabalhando neste sentido”, completa.
Conforme o JC destacou na edição de ontem, os dez integrantes da quadrilha presa anteontem pertencem a uma facção criminosa de São Paulo e estariam envolvidos no tráfico de droga internacional. O grupo tinha um manual de conduta que estabelecia que o traidor pagaria com a vida e os homens deveriam estar preparados “para táticas de guerrilha e combate urbano.”
Cinco deles eram procurados por tráfico e outros cinco estavam com documentos falsificados. No imóvel, onde funcionava o laboratório de refino foram apreendidos 20 gramas de maconha, uma pistola 380, uma cartucheira, três cápsulas calibre 45 intactas, 6.520 cápsulas para embalar cocaína, duas cápsulas de crack, 500 cápsulas de cocaína e 1,2 quilo de pasta base de cocaína (em dois tijolos).