Entre as melhores companhias contemporâneas do País, a Cisne Negro abre, hoje à noite, a 9ª edição da Mostra de Bauru de Dança. Realizado anualmente pela Associação de Dança de Bauru (Adab), com apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc), o evento segue com apresentações de nove academias da cidade, amanhã e domingo, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves.
Baseada nos critérios de inovação, estética e beleza, a Cisne Negro Companhia de Dança apresentará, com entrada gratuita, três de suas coreografias, a partir das 20h, no ginásio da unidade. Uma delas, “Forrolins” é uma dança baseada na obra de Cacá Malaquias, composta em 1991. Criada por Dany Bittencourt, a apresentação retrata, por meio do frevo, as tradições musicais do povo brasileiro, suas origens, musicalidade, gingado e a importância do nosso legado de diversidade musical.
“É uma alma repleta da sonoridade e brasilidade, um verdadeiro encontro entre dança que ferve, brinca e transborda fronteiras”, considera Bittencourt em material de divulgação sobre a coreografia estreada internacionalmente pelo Ballet Nacional do Chile, em 2008.
Na sequência, “Fruto da Terra” descreve de forma poética e simples, a vida no campo, a comunicação e o relacionamento entre grupos de trabalhadores, que, mesmo em meio a tensões e conflitos, vivem numa mágica harmonia. Criada pelo israelense Itzik Galili, considerado um dos coreógrafos mais aclamados pela critica, a obra é embalada de grande impacto visual, recursos cênicos inovadores e música de Mercedes Sosa.
Já a música “Sabiá”, considerada um dos maiores sucessos do Festival de MPB veiculado pela Rede Globo, em 1968, foi a inspiração do coreógrafo português Vasco Wellenkamp a compor um dos mais emocionantes espetáculos de balés da Cisne Negro. Calcado no clássico de Tom Jobim e Chico Buarque, Wellenkamp criou uma coreografia cheia de lirismo, marcada pelo gingado brasileiro, que estreou em 1988 em Nova York, com Ana Botafogo e Laudmei Delgado. Atualmente, a obra integra o repertório da companhia e é dançado por Patrícia Alquejar e Vladimir Condereche.
Companhia
Com 32 anos de existência, a Cisne Negro surgiu quando Hulda Bittencourt, atual diretora da companhia, juntou as alunas do Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São paulo (USP). A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança energética, viril e de grande qualidade técnica e artística.
Cisne Negro Companhia de Dança já se apresentou nas principais cidades do Brasil e também em diversos países como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Uruguai, Argentina, Alemanha, África do Sul, Chile, Cuba e Moçambique.
Ainda hoje, o grupo ministra a oficina “Dança Contemporânea”, às 15h. Para participar é necessário efetuar inscrição na Central de Atendimento e ter noções básicas de dança contemporânea.
• Serviço
Cisne Negro Companhia de Dança abre IX Mostra de Bauru de Dança, hoje à noite, às 20h, no Sesc (avenida Aureliano Cardia, 6-71). Entrada gratuita (retirada de ingresso individual uma hora antes do espetáculo). Mais informações pelo telefone (14) 3235-1750. Amanhã e domingo, evento segue no Teatro Municipal, às 20h. Ingressos no local a R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia-entrada).