Quero aqui apresentar uma pequena observação com relação ao artigo do senhor Xico Graziano, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, publicado neste jornal, na última quarta-feira, versando sobre a suspensão das queimadas de cana pelas usinas e destilarias. Deixou claro aquela autoridade que a suspensão das queimadas deve ser implantada de forma lenta e gradativa para amenizar o desemprego causado pela medida. Isto porque a queima é necessária para o corte manual, enquanto que o corte sem queima deve necessariamente ser mecanizado. Pois bem, nos últimos dias, por diversas vezes, observei, nas proximidades de Lins, possivelmente distritos, denominados Guapiranga e Canjarana, o corte de cana queimada sendo feito com máquinas. E não se diga que foi incêndio acidental, porque também tive a oportunidade de assistir a todo o procedimento da queima feito pelos prepostos da empresa. E foram por muitas vezes. Dos males temos os dois: a queima e o desemprego. Com a palavra, o articulista e demais autoridades ambientais, inclusive o Ministério Público.
Fausto Guimarães