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Para arquitetos, parque é pouco utilizado

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Na opinião do produtor cultural Guilherme Reis, mais conhecido como Tio Gui, o Parque Vitória Régia deveria passar por uma revitalização até como uma forma de prestar uma homenagem póstuma ao seu idealizador, o arquiteto Jurandyr Bueno Filho. E uma das maneiras de revitalizar o parque seria dar mais utilidade ao local. “Precisamos fazer com que a população se acostume com o parque e passe a utilizá-lo com mais freqüência”, sugere.

O arquiteto Emerson Crivelli vai além. Na opinião dele, o parque deveria receber o nome de seu idealizador, como forma de homenageá-lo. O parque passaria a se chamar Jurandyr Bueno Filho e o anfiteatro ficaria com o nome Vitória Régia.

Para o arquiteto e paisagista Ângelo Joaquini Neto, quanto mais o parque é utilizado pela população mais a prefeitura vai se preocupar (pelo menos é o que se imagina) com a manutenção do local. “Se as pessoas não usam o lugar, a prefeitura não vai se animar a gastar dinheiro para fazer os reparos necessários”, diz.

O também arquiteto e paisagista Maurício Costa concorda. Na visão dele, falta inserir o Vitória Régia no cotidiano da população. “É preciso ampliar o uso do parque. Já passou da hora de dar uma maior dinâmica para esse lugar”, disse enquanto passeava pelo Vitória Régia a convite da reportagem.

Ele lembra, porém, que não adianta inserir o parque na vida da população se o local não oferece as condições mínimas de acesso e permanência. Por isso, ele ressalta a importância da prefeitura criar mais vagas de estacionamento, melhorar a acessibilidade, ampliar e melhorar o calçamento interno e externo do parque, oferecer banheiro em condições de uso, água e sombra a vontade.

Outra forma de tornar o parque visualmente mais agradável, na opinião de Joaquini Neto, é plantar árvores cujas florações ocorram em diferentes épocas do ano. Assim, o Vitória Régia ficaria florido o ano todo, com cores e perfumes diferentes.

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