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Cumplicidade entre cavaleiro e animal é primordial no hipismo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Enquanto observava provas debruçada sobre a cerca da pista por onde passaram ontem os competidores do 14.º Campeonato do Núcleo Bauruense do Cavalo Quarto de Milha, a amazona Estela Peres, 15 anos, era roçada pela égua Spicy N Cahs. A demonstração de afinidade é resultado de quase dois anos de treinos diários. Ninguém discute a importância da cumplicidade do animal com quem o monta, especialmente quando estão em jogo pontos e prêmios. Mas neste final de semana, o Recinto Mello Moraes também foi palco de outro tipo de integração.

“Aqui, todo mundo fala a mesma língua. Cavalo une demais as famílias”, resumiu ontem Camila Shayeb, eleita presidente do núcleo para mandato de dois anos. Na opinião dela, o cavalo sempre agrega - independentemente da idade, da raça ou da classe social. Ela admite que ter um bom animal não é um investimento barato. No entanto, o fato de não tê-lo não exclui o interessado na possibilidade de montar.

De acordo com Camila, as provas têm atraído tanta gente que o 14.º Campeonato do Núcleo Bauruense do Cavalo Quarto de Milha foi um sucesso, embora outras três provas tivessem sido agendadas para a mesma data na região contemplada pelo núcleo local. Ela acredita que bons resultados também foram obtidos fora de Bauru, nos outros os eventos. Por aqui, o volume de inscrições ficou entre 900 e mil.

Muitas em nome de crianças, que tiveram a prerrogativa de concorrer com animais de qualquer raça. “É para dar oportunidade mesmo”, reitera. De acordo com vice-presidente do núcleo de Bauru, Lílian Almeida Praeiro, mesmo sem ter um cavalo, elas podem treinar em centros de treinamento da cidade pagando mensalidades semelhantes a de cursos como o de inglês. Ainda podem competir. Na gestão de ambas, a organização das etapas do campeonato será priorizada, assim como a satisfação do competidor, criador e público.

Também darão continuidade aos trabalhos para a concretização de sonho iniciado na gestão anterior: a cobertura da pista. “Seria um ‘boom’ para o comércio local”, acrescenta Camila. Por não dispor do conforto, Bauru perdeu para Avaré o Campeonato Nacional do Cavalo Quarto de Milha. O problema também foi agravado porque a participação de gado em Bauru foi proibida, pondera Lílian.

Ela e Camila vão retomar as articulações com o município para tentar reverter a situação.

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Do Rio a Bauru

Juliana Lobo, 29 anos, veio do Rio de Janeiro para participar do 14.º Campeonato do Núcleo Bauruense do Cavalo Quarto de Milha, que continua hoje. “O Núcleo do Cavalo Quarto de Milha é aqui. A prova é perfeita aqui”, comentou ontem, após comemorar o tempo obtido na categoria amador principiante. Ela monta desde os 13 anos.

Também tem uma antiga relação com cavalos Sérgio Luiz Arena Alvarez, que foi campeão reservado no Campeonato Nacional na categoria master. Ele também é cavaleiro do amador e aberto.

“As provas exigem muito equilíbrio, concentração e agilidade”, explica. Elas foram realizadas na pista superior do recinto na modalidade das seis balizas e três tambores e terminam hoje. De alto nível, as competições reuniram cavaleiros e amazonas de diversos Estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Continuam hoje.

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