Regional

Inclusão digital faz com que cidades da região disponibilizem Internet grátis

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Em nome da democratização do acesso às tecnologias da informação, várias cidades estão se tornando um provedor e disponibilizando sinal gratuito para os moradores. Em algumas delas, o acesso grátis está atrelado ao pagamento de impostos municipais. Em outras, basta ser morador.

Porto Alegre foi a 1a cidade brasileira a ter rede pública gratuita de Internet sem fio. Na região de Bauru diversos municípios já estão oferecendo o serviço. A precursora foi a cidade de Pirajuí, que se tornou referência. Macatuba e Bariri também contam com o acesso grátis.

Agudos aguarda o processo de licitação para liberar o sinal. Barra Bonita está com a primeira fase do projeto pronto, mas caresse de recursos para terminar. Não há previsão de implantação. Em Pederneiras, a municipalidade investiu em centros, onde além de disponibilizar a rede mundial, oferece o computador.

Em Lins, falta recurso para implantação. Em Botucatu, primeiro será instalada a Intranet, ligando os órgãos públicos municipais e, em Piratininga, o prefeito confessa que vai começar a pensar no assunto.

Para o advogado especialista em crimes na Internet José Antônio Milagre não basta que o município ofereça a Internet pública. “Não é só instalar um ponto wi-fi e achar que está fazendo grande coisa. É preciso controle. Será que o município tem condições de controlar o que as pessoas acessam por meio de sua rede?, questiona.

Em Bariri, segundo o diretor de Tecnologia da Informação (TI), Oscar Dias dos Passos Júnior, se a pessoa cometer qualquer crime na maior rede de comunicação do mundo, sofrerá as devidas sanções. “Cada morador tem a sua identidade, senha de acesso e se cometerem algum crime, poderão pagar por isso.”

O acesso irrestrito é uma preocupação de todas as entidades envolvidas. No início deste ano, a prefeitura de São Paulo liberou dois pontos de Internet wireless gratuito, um na USP e outro no Centro Cultural Vergueiro, restrito, é lógico, a quem tem um PC ou notebook com placa de rede compatível.

O detalhe é que quem acessar a rede não vai poder navegar em site de pornografia, Orkut e MSN. Polêmicas à parte, a verdade é que o acesso irrestrito pode trazer problemas para a sociedade despreparada para lidar com o assunto.

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