Regional

Macatuba pretende chegar ao final do ano com 600 residências conectadas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O sonho de fazer a inclusão digital na cidade de Macatuba (46 quilômetros de Bauru) dura dois anos. Os primeiros passos foram dados em 2007 quando teve início a preparação da estrutura, a licitação do link, dos cabos e dos equipamentos. Este ano, o município disponibilizou os primeiros acessos e continua fazendo, gradativamente, de 10 em 10, 20 em 20. De grão em grão, 155 residências já estão com acesso à web.

O gestor em tecnologia da informação, Denner Andrade, explica que a topografia da cidade ajudou. “Hoje temos três torres para atender toda a cidade. A geografia facilitou bastante, Macatuba é plana, mesmo assim, durante a instalação tivemos problemas técnicos.”

A segurança é um traço marcante da implantação da Internet gratuita em Macatuba. “Nós queríamos um sistema seguro. Os técnicos, que estão instalando, foram credenciados e treinados por mim. Preferi padronizar as instalações. Eu orientei os equipamentos que eles podiam usar, porque a Internet é gratuita e as pessoas não querem ter problemas constantemente. Indiquei os melhores equipamentos.”

Outro item que recebeu o ‘carimbo’ de prioridade foi a licença da Anatel, frisa Andrade. “Buscamos a licença para não ter que interromper o sinal depois da instalação. Alguns municípios não se preocuparam com isso e acabaram sofrendo interrupções.”

Em Macatuba, o projeto de lei foi aprovado considerando que todo o morador que estiver com o pagamento do IPTU em dia poderá contar com os serviços gratuitos da Internet banda larga, via rádio. “A velocidade é de 120 k, ou seja, ela é três ou quatro vezes mais rápida do que a discada.”

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Procura supera

As inscrições para contar com o benefício foram recebidas no ano passado. Ao todo foram 930 inscritos, número superior ao esperado pelos organizadores. “A forma mais justa que a gente achou foi fazer um sorteio para definir a ordem da instalação. Hoje tem fila de espera. Toda semana vai chamando de 10 a 20 pessoas, dependendo do ritmo da instalação dos técnicos. Temos 155 residências conectadas. A meta é atingir 600 usuários até o fim deste ano. Para o ano que vem estamos pensando em expandir. O foco é inclusão digital. Quem não pode pagar. O único investimentos é a compra do equipamento.”

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