Somos produtos de uma geração que cultua o prazer, em suas mais diferentes formas, condenando-nos a uma insatisfação constante com nós mesmo e com os que nos cercam. Esse desapontamento contamina, destrói, sem precisar ser, no entanto, fatal. Ao contrário, pode até ser o primeiro passo ao encontro da felicidade que almejamos.
Coragem e determinação. O desejo de superar expectativas, explorar o desconhecido foi o combustível que impulsionou grandes homens, especialmente os iluministas, sem os quais talvez ainda vivêssemos uma longa existência de trevas. Uma existência vazia de significado.
Como na ilustração de Platão, em O Mito da Caverna, precisamos descobrir o que há por detrás das sombras. Deixar o sol, metáfora do conhecimento, inundar nossa alma e atirar-nos em uma jornada de descobrimento. De auto-conhecimento.
Encontrar um sonho para seguir. Lutar e quem sabe até morrer por ele. Eis a verdadeira felicidade do ser humano.
Mesmo que não seja possível alcançá-lo, valerá a pena. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. E então poderemos dizer que somos condenados: a sermos felizes.
Karen Luísa Parra de Barros - estudante