O São Paulo conseguiu uma vitória que parecia impossível, ontem, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, diante do Cruzeiro por 2 a 1. Depois de virar o primeiro tempo perdendo por 1 a 0 e tomar uma pressão incrível no início do segundo, buscou o empate e a virada nas poucas vezes que chegou ao ataque, contando com a colaboração do goleiro Fábio, que falhou nos dois gols. Com 40 pontos, o time garantiu a terceira colocação. Já o Cruzeiro permanece com 29 e fica cada vez mais longe da briga pela Libertadores.
Os dois times fizeram um primeiro tempo muito movimentado, mas com poucos lances de perigo. Tanto que os goleiros Rogério Ceni e Fábio tiveram trabalho apenas em cobranças de escanteio. O São Paulo sentiu a falta de Hernanes na armação, já o Cruzeiro sofreu com as ausências de Kléber e Wellington Paulista no ataque. O segundo até começou a partida, mas saiu com 16 minutos.
E, quando tudo caminhava para um chato 0 a 0, Richarlyson errou a saída de bola, Diego Renan dominou e tocou para Gilberto. O meia devolveu na frente, deixando o próprio Diego Renan na cara de Rogério Ceni. O lateral não desperdiçou.
O segundo tempo começou com um Cruzeiro mais confiante, buscando a vitória e criando inúmeras oportunidades. Logo no primeiro minuto, Soares desperdiçou grande chance em rebote de Rogério, chutando para fora. Aos 10, Diego Renan voltou a fazer grande jogada individual e apareceu na frente de Rogério, mas a zaga evitou o segundo gol. O técnico são-paulino Ricardo Gomes cobrava mais movimentação de Hugo e Dagoberto do meio para frente. A bola não chegava a Washington. O primeiro chute a gol da equipe no segundo tempo foi aos 15 minutos, com Washington.
Foi quando os técnicos resolveram mexer. Hugo deu lugar a Marlos no São Paulo. O equatoriano Guerrón entrou na vaga de Soares. E a substituição deu resultado para o São Paulo aos 20 minutos. Marlos recebeu a bola na frente, partiu para cima da marcação e chutou. O goleiro Fábio falhou feio e a bola passou.
Do outro lado, Guerrón também queria mostrar que mereceu a oportunidade. Em um dos lances, acertou uma bomba que explodiu no peito de Rogério Ceni. Em outro, deixou Gilberto na cara do gol, mas o meia errou. E, quando o São Paulo fazia o que podia para segurar o empate, Dagoberto conseguiu alcançar uma bola que estava saindo pela linha de fundo, cruzou para trás, o goleiro Fábio não cortou e Borges, que tinha acabado de entrar, marcou o gol da virada. O gol da vitória. “O futebol é assim. Já perdemos jogos que estavam ganhos. Hoje (domingo) ganhamos um que ninguém imaginava. Quem desligou a televisão com 15 minutos do segundo tempo acredita que o Cruzeiro venceu”, disse Rogério Ceni.