VAGA TRANQÜILA E PRAZEROSA
A Seleção Brasileira manteve o tabu de ser a única a participar de todas as Copa do Mundo – a primeira, em 1930, no Uruguai, e a última, em 2006, na Alemanha. A próxima será em 2010, na África do Sul. Apesar das críticas contra Dunga e convocação praticamente de jogadores que atuam fora do País, essa foi a classificação mais tranqüila da história, desde que o regulamento das Eliminatórias passou a ser disputada por pontos corridos, em 2000. Afinal, a vaga conquistada matematicamente no último sábado, veio com três rodadas de antecedência. E o que é mais gostoso: em cima da Argentina, no campo da arquiinimiga. Nas Eliminatórias de 2000, o Brasil teve quatro técnicos - Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Émerson Leão e Luiz Felipe Scolari - e se classificou para o Mundial de 2002, apenas na última rodada, batendo a Venezuela (3 a 0), em São Luís. O Chile é nosso próximo adversário, quarta-feira. O jogo será em Pituaçu, região metropolitana de Salvador, porque a Fonte Nova passa por reforma, e o Barradão, estádio do Vitória, tem capacidade só para 25 mil torcedores. Quanto ao jogo em Rosário, nossa Seleção dominou, Luís Fabiano foi o dono da noite, enquanto o falastrão craque Tevez e o supercraque Messi não viram a cor da bola. E ao contrário do que muitos brasileiros poderiam imaginar, os pentacampeões mundiais (os únicos) não se abateram quando os argentinos fizeram o gol, porque logo em seguida, Luís Fabuloso liqüidou a fatura. O Brasil ganhou como quis e quando quis.
TABUS
O Brasil não perde da Argentina há quatro anos. De 2005 para cá, foram quatro vitórias e um empate. Há 33 anos, os brasileiros não venciam os hermanos na casa deles, em jogos oficiais. Nossa última vitória na Argentina havia acontecido em 1976, pela Copa Atlântico.
NOROESTE VACILA EM CIMA DA HORA
O Noroeste estava com a vitória praticamente assegurada, mas vacilou e trouxe apenas um ponto de Mirassol. Porém, foi um resultado injusto para os alvirrubros, que dominaram o tempo todo e criaram mais chances do que os mirassolenses. Nos últimos dez minutos, o Noroeste estava mais próximo de dilatar o marcador do que tomar o gol do empate. Mas além do time não aproveitar as ótimas chances para marcar, o zagueiro Bonfim cometeu falha lamentável no último minuto do jogo, por sinal, ruim tecnicamente. A situação se complicou para o Norusca, que segue em quinto lugar no seu grupo, com 15 pontos, um a menos que o Rio Preto. Dos seus quatro jogos restantes, o Noroeste fará três em casa, mas não depende apenas de si e já enfrentou o Rio Preto, quarto colocado. O Mirassol, por sua vez, se despediu da Copinha e da temporada, porque não tem mais nenhuma chance de se classificar.
OLHA O JASON!
Na vitória de virada sobre o Cruzeiro, o São Paulo se manteve no G-4, quebrou o pequeno jejum de dois jogos sem vencer, e manteve o tabu de cinco anos sem perder para o time celeste em Campeonatos Brasileiros. Como Jason não morre, mesmo, o Tricolor continua na luta pelo quarto título seguido. Pelo menos, isso cheira sorte de campeão. A equipe dirigida por Ricardo Gomes assumiu o terceiro lugar, mas a distância para o Palmeiras mantém-se em quatro pontos. Já o Cruzeiro segue em décimo-terceiro, ainda perto da zona de degola.
DIFICULDADES
O Palmeiras manteve a liderança do Brasileirão, com uma sofrida vitória, que teve pênalti inexistente contra o Barueri – pelo menos foi muito duvidoso. Quem viu o jogo pelo SporTV, há de concordar comigo: o Alviverde foi dominado no primeiro tempo, porque o seu meio-campo não funcionou. Muricy Ramalho precisa arranjar logo um substituto à altura do lesionado Pierre, o volante de marcação mais eficiente do futebol brasileiro. Souza ainda é uma promessa, enquanto Edmílson não tem mais gás para atuar no meio. Ele jogou pela última vez nessa posição, no São Paulo. Foi zagueiro em equipes da França e Espanha, além da Seleção ganhadora da Copa de 2002. O Palmeiras só melhorou e venceu quando Edmilson passou a formar um trio de zagueiros com Maurício e Danilo, no segundo tempo. Falta também um canhoto no meio-campo, o setor onde se decide um jogo. Não adianta o Verdão ter bons defensores e atacantes, se a bola não chega com qualidade a Obina e Vágner Love.
AMADORZÃO
Laranjeiras foi o destaque de ontem, da Liga Regional, ao vencer o Oriente, de maneira mais tranqüila que todos esperavam. Geisel e Cometa Ajax também saíram na frente, batendo Estrela e Nacional, respectivamente. A rodada inaugural das quartas-de-final teve o empate entre Fluminense e Triagem, um resultado que acabou sendo ótimo para o Flu, time mais eficiente da primeira fase.
MEMÓRIA
Decisão da Copa América da Venezuela/2007: Brasil 3 x 0 Argentina, em Maracaibo, gols de Júlio Baptista, Daniel Alves e Ayala (contra). Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai). Brasil: Doni; Maicon, Alex, Juan e Gilberto; Josué, Mineiro, Elano (Daniel Alves) e Júlio Baptista; Robinho (Diego) e Vágner Love (Fernando). Técnico: Dunga. Argentina: Abbondanzieri; Zanetti, Milito, Ayala e Heinze; Mascherano, Cambiasso (Aymar), Verón (Lucho González) e Riquelme. Messi e Tevez. Técnico: José Perkaman.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Joaquim Francisco da Silva, o Chiquinho, lateral-esquerdo do Internacional, o tri-vice campeão amador de Bauru na década de 60.