Internacional

Irã desenvolve interceptador de mísseis


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Teerã - O Irã afirmou ontem estar desenvolvendo um sistema de armas para interceptar a aproximação de mísseis dirigidos, de acordo com a TV estatal. O canal de televisão iraniano em inglês afirmou que o sistema poderia derrubar os mísseis, mas não deu maiores detalhes. O Irã está enredado na disputa com o Ocidente em relação ao seu programa nuclear e freqüentemente faz anúncios sobre progressos em suas capacidades militares.

Israel e Estados Unidos, o arquiinimigo da República Islâmica, não descartam a possibilidade de uma ação militar se os esforços diplomáticos falharem. O Ocidente suspeita que Teerã quer construir um arsenal nuclear, mas o governo iraniano diz que seu programa tem como finalidade a geração de energia para fins pacíficos.

Lula defende direito

As forças ocidentais devem parar de condenar o Irã por causa de seu programa nuclear e, em vez disso, estabelecer conversas para promover a paz, disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Numa campanha diplomática crescente para ganhar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o Brasil tem adotado uma linha muito mais conciliatória no que tange ao Irã do que os aliados do Ocidente, como os EUA.

“Acho que há muitas sanções e conversas insuficientes com o Irã”, afirmou Lula, durante uma entrevista a três veículos de mídia francesa: TV5 Monde, rádio RFI e o jornal Le Monde.

Lula rejeitou a idéia de novas sanções, pedindo aos líderes ocidentais que conversem com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. “Eu acho que o Obama deve conversar com ele, (o presidente francês, Nicolas) Sarkozy deve conversar com ele, (o primeiro-ministro britânico) Gordon Brown deve conversar com ele. Acho que todos devem”, disse Lula.

“Parem de condená-lo. As autoridades do terceiro nível da ONU tomam decisões que punem o país e tornam-no mais e mais isolado. Será cada vez mais difícil chegar a um acordo”, considerou Lula, falando por meio de um intérprete francês.

Hugo Chávez

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve transformar palavras em atos se não quiser ser um zero à esquerda na história, disse o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Com a chegada de Obama ao poder neste ano, Chávez moderou sua retórica contra a Casa Branca, como fazia durante os mandatos do ex-presidente George W. Bush, mas manteve duro discurso contra a política externa de Washington.

Obama prometeu neste ano em uma cúpula regional abrir nova era nas relações da potência com a América Latina, depois de tempos de negligência para uma região que foi considerada por décadas o quintal dos Estados Unidos.

Apesar disso, Chávez crê que as promessas ficaram nas palavras e acusa Washington de estar por trás do golpe de Estado em Honduras que derrubou seu aliado Manuel Zelaya em junho e de planejar invadir a Venezuela para se apoderar de suas gigantescas reservas petrolíferas.

“Não seria muito difícil para o presidente dos Estados Unidos, o presidente Obama, passar das palavras às ações. Seja consciente e consciente com suas palavras”, disse.

Além disso, ele aproveitou para reiterar que Washington deve pressionar Israel a permitir o nascimento de um Estado palestino e conseguir a paz com seus vizinhos árabes no Oriente Médio. “Se Israel em um prazo determinado não cumprir as exigências de cessar as agressões, de devolver os territórios invadidos e ocupados (...) que se faça um embargo a Israel, que os Estados Unidos retirem todo o apoio econômico, militar e político”, recomendou. Em sua viagem, Chávez visitou Líbia, Argélia, Síria e Irã e planeja viajar para a Rússia, Belarus e outros países europeus para estreitar laços que considera estratégicos, muitos deles com países críticos à política norte-americana.

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