Só no Brasil!
Ao desembarcar na última terça-feira, no Aeroporto de Guarulhos, quando chegava de Nova York, onde disputou o qualifying do Grand Slam US Open, o tenista brasileiro Ricardo Mello ficou retido por 5 horas porque, segundo o fiscal alfandegário, Mello teria excedido o valor de compras permitido, US$ 500. O tenista trazia raquetes e cordas de uso próprio, que lhe são fornecidas pela empresa que o patrocina (Babollat). Mesmo mostrando seu contrato com a empresa, só foi liberado após pagar R$ 2.260,00 de taxas. Em todos os Grand Slams, as marcas patrocinadoras de equipamentos montam seus estandes, até porque nesses torneios é onde se concentram seus melhores jogadores contratados e, além de prestá-los assistência, entregam-lhes o material que devem usar por um tempo. Portanto, não podem quebrá-los e muito menos vendê-los, pois a próxima entrega desses materiais pode demorar. O brasileiro voltava com as cinco raquetes (já usadas) que levou do Brasil e mais seis novas, dadas por seu patrocinador. Gostaria de saber se caso Roger Federer ou Rafael Nadal algum dia virem ao Brasil para um torneio ou exibição, terão também que pagar impostos? Ou serão imediatamente presos por contrabando? Sim porque o número de raquetes que normalmente viajam é infinitamente maior que o do nosso Ricardo. Nunca ouvi falar que a alfândega de um determinado país taxou o material de trabalho usado por um esportista profissional, só mesmo no Brasil. Fatos como esse já aconteceram antes, inclusive com Maria Esther Bueno, que após vencer Wimbledon queriam taxar seu troféu de campeã. Não é que os esportistas tenham que receber um “tratamento especial” (jeitinho) pelas autoridades brasileiras, mas é que quem os ajuda diretamente são tão poucos que os demais, se apenas usassem o bom senso, também estariam ajudando.
Guilherme Destefani
Já na fase final de recuperação de uma contusão no abdômen, que o tem dificultado para sacar, Guilherme Destefani embarca nessa semana para o Chile, onde disputará três torneios (juvenis) organizados pela Federação Internacional de Tênis (ITF). A participação de Guilherme nos torneios no Chile visa somar pontos para o ranking mundial de juvenis que o ajudarão a entrar direto nas chaves principais dos torneios que compõem o forte circuito Sul-Americano para juvenis (com a participação dos melhores do mundo), que tem seu início em janeiro próximo. Na verdade, Guilherme está pensando mais adiante. Sabe que estar bem no ranking mundial juvenil é uma das maneiras de conseguir uma bolsa de estudos nos Estados Unidos (um de seus objetivos), pois os critérios usados pelos técnicos das universidades são: ranking juvenil, profissional, além das notas dos exames: SAT e TOEFL.
Primeiro ponto
No Future de Bauru, Pedro Scocuglia (NB Sports/Preve-Objetivo) já havia batido na trave, quando chegou a ter match-point na partida que, caso vencesse, lhe daria um ponto no ranking mundial. Mas no Future realizado na semana passada em Uberaba (MG), depois de vencer três jogos no qualifying e mais um na chave principal, finalmente o bauruense fez seu primeiro ponto no ranking mundial de profissionais. Um ponto pode parecer insignificante, mas é o começo, especialmente para um jogador ainda juvenil. Como diz o ditado popular: “Onde passa um boi, passa uma boiada.”
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Dica
Se você já joga há algum tempo e domina a grande maioria dos golpes, mas só consegue ganhar de adversários do mesmo nível ou inferiores ao seu, certamente você é daqueles jogadores previsíveis, nunca tenta uma jogada nova ou arrojada. Conseqüentemente seus resultados também serão previsíveis, ou seja, pode ganhar de quem é mais fraco ou igual a você e certamente deve perder dos mais fortes. Para ganhar de adversários mais fortes, é preciso que faça também algo mais do que o de costume. É necessário sair de sua maneira cuidadosa e segura de jogar. Mas para que isso aconteça é preciso recorrer a um recurso que muitos não têm em uma quadra de tênis: CORAGEM. Treinar e jogar de maneira mais arrojada ou tentar jogadas novas pode ser estimulante e excitante até para sua “carreira de tenista”, ou simplesmente uma maneira de sair da mesmice. Se não for arrojado em suas partidas, não adianta pensar: “Se eu jogar bem, poderei ganhar de qualquer um”. Pode ganhar de um adversário bem mais forte, somente aquele que ousa.
Curiosidade
O prestígio do atual número 1 do mundo, Roger Federer, é maior que o do Príncipe Charles, ou de atores como Jack Nicholson e Tom Cruise. Pelo menos essa é a opinião da direção do Hotel Carlyle, onde Federer costuma se hospedar durante suas participações no US Open, em Nova York. Na porta de sua suíte onde sempre fica, tem uma placa com seu nome. James McBride, diretor do hotel, ao ser questionado por que apenas o nome Roger Federer na porta de uma suíte e não também príncipe Charles ou Jack Nicholson e outras celebridades, já que sempre se hospedam no hotel? “Se fossemos fazer isso com todos os astros de cinema e gente importante que costumam se hospedar no hotel, seria um problema, então a história de placa com nome na porta da suíte começa e termina com Roger, afinal Federer é Federer”, concluiu McBrite.