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Brasileira continua presa na Itália


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Rio - A cabeleireira Márcia Cipriano Moreira, pediu a ajuda do Itamaraty para dar assistência a sua filha Simone Moreira, 23 anos, que foi presa no sábado, em Oderzo, no norte da Itália. A brasileira é acusada de homicídio doloso pela polícia italiana, que a responsabiliza pela morte da filha Giuliana Favaro, 2 anos, encontrada morta dentro de um rio na quarta-feira à noite.

“Ela até pode ter sido negligente por ter descuidado da Juju - e deve responder por isso, mas não ser presa como uma assassina. É por isso que estou pedindo ajuda”, disse Márcia, em entrevista por telefone. “Quero estar perto da minha filha, mas preciso que as autoridades brasileiras me ajudem. Não adianta ter só a passagem, preciso de autorização para poder chegar até ela”.

A assessoria do Itamaraty informou que está acompanhando o caso pela imprensa e buscando informações junto às autoridades italianas, mas que ainda não está oferecendo assistência consular à família porque não recebeu nenhuma solicitação dos parentes de Simone.

A avó da criança disse que soube da morte da neta pela própria filha. “Ela me ligou às 2h30 (horário brasileiro) chorando muito e dizendo ‘mãe, estou desesperada, perdi minha filha, ela morreu”. A ligação caiu algumas vezes. “Ela estava descontrolada, dizia que tinha deixado a Juju por uns minutos e que depois ela não estava mais lá.”

Desde a separação dos pais, Giuliana morava com o pai, o empresário italiano Michele Favaro. Na noite de sua morte, ela e a mãe haviam saído para tomar sorvete. A polícia desconfia da versão de acidente, apresentada por Simone, porque, segundo a perícia, se ela tivesse caído no local apontado, o corpo deveria apresentar marcas de escoriações.

“Minha filha deu o primeiro depoimento na noite do crime. Depois foi levada para um hospital e sedada, porque estava dizendo que queria se matar. No dia seguinte, foi ouvida novamente e caiu em contradição. Mas ela estava grogue, em choque. Ela não é assassina”, afirmou a avó.

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A brasileira e o italiano conheceram-se em fevereiro de 2006, na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio. Simone tinha 19 anos e era mãe de um outro menino, Luca, hoje com 5 anos. Em maio, os três foram morar na Itália e, dois meses depois, Simone engravidou de Giuliana. Quando o casal se separou, o pai ficou com a guarda da menina e Simone mandou Luca de volta ao Brasil, para morar com a avó no Rio Comprido, Rio de Janeiro.

Os promotores do caso apontam como um dos indícios de que a morte de Giuliana não foi acidental o fato de Simone estar com apenas uma passagem comprada de volta para o Brasil.

Autópsia

A autópsia estabeleceu que a menina morreu por afogamento, segundo publicou ontem à noite o site do jornal italiano “Il Gazzettino”.

A equipe que fez o exame não encontrou nenhuma lesão ou ferida no corpo da criança, o que reforça a hipótese da polícia de que ela foi jogada no rio.

O resultado da necropsia pode complicar a situação da brasileira que divide a cela com outras três mulheres, está sob efeito de sedativos e continua a afirmar que é inocente. O interrogatório dela, marcado para ontem, foi adiado para amanhã.

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