Polícia

Agricultor pega 4 anos por homicídio

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Um caso ocorrido há 14 anos teve o ponto final decretado pela Justiça ontem, com o sentenciamento - em quatro anos em regime aberto - do agricultor Valdemir Martins da Conceição, por ter matado a tiros José Rufino de Souza, crime cometido em fevereiro de 1997.

Na época com 21 anos, Valdemir – hoje com 35 anos - atirou contra Rufino após ele ter agredido seu pai, Aldivino Martins da Conceição, com socos e chutes numa briga de bar.

O agricultor, que respondia em liberdade, teve a sentença proferida pelo juiz Benedito Antônio Okuno, titular da 1ª Vara Criminal de Bauru, durante júri popular. A corte entendeu que o réu agiu mediante extrema emoção ao atirar contra Rufino que, de acordo com a defesa – montada pelos advogados Rosângela Aparecida Nascimento Souza e Lino José Henriques de Mello Júnior -, ainda teria provocado o agricultor antes dos disparos.

Apesar de Valdemir responder em liberdade, o irmão mais velho, Valdinei, e o próprio pai Aldivino, cuja agressão foi pivô para o crime, cumprem pena, no Centro de Ressocialização de Jaú, desde 2006, por participação no homicídio, em sentença, curiosamente, dois anos maior do que a do principal acusado.

De acordo com o veredicto, Valdemir, ao contrário do pai e do irmão mais velho, teria agido movido por “violenta emoção”, diferentemente dos familiares, que, na ocasião, teriam tido maior espaço de tempo para acalmar os ânimos e, eventualmente, possibilidade de evitar o desfecho trágico para o desentendimento.

A defesa acentua que o veredicto atendeu totalmente o pleiteado antes do júri. “Foi por violenta emoção”, atribui a advogada Rosângela, sobre a principal motivação do homicídio. “Foram concedidos os quatro anos no (regime) aberto em virtude do lado emocional. Fomos felizes”, comemora a advogada do agricultor, cuja pena também foi diminuída em virtude dele não ter antecedentes criminais.

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