Dudu Ranieri disse o seguinte na matéria noticiada no JC de domingo: “Não estamos tor-cendo contra ninguém, queremos uma Bauru bem administrada, mas tem gente brincando de ser prefeito”. Implicitamente, fogem da realidade estas palavras com a atitude de advertir Fábio Manfrinato. Oportuno destacar a seguinte frase contida no livro Gerenciando como a Máfia, “Todo assunto tem duas alças”.
Os demistas sustentam algumas atitudes que em nada colabora para algumas premissas notórias na matéria supracitada. Transcrevo ainda as palavras de Manfrinato “O trabalho que desenvolvo na Emdurb é digno e honesto”. Por certo, toda esta estapafúrdia por parte do DEM é em decorrência de ter Manfrinato aceitado cargo de confiança na Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
Primeiramente, as conquistas esportivas de Fábio Manfrinato são muito maiores e honrosas do que qualquer interesse político e de qualquer posição partidária, mesmo que o DEM tenha um documento interno de oposição do previamente aprovado interesses, por seus filiados e presidente.
São deturpadas as premissas partidárias, no momento em que determinadas situações são tomadas por um prisma político apenas, uma divergência cabal para aqueles interesses representativos que deveriam perseguir. No momento em que li a notícia, a lógica proeminente a ser seguida por Manfrinato seria expressivamente burra se vista por tal prisma político, mas meu entendimento é o seguinte: se trata de cargo de confiança, se o convite para este cargo não seja somente de caráter político, e se Manfrinato, refletindo sobre seus votos na última eleição, que se desfilie do DEM, e honre esses votos permanecendo com este cargo na Emdurb, e com a mesma determinação proposta em sua labuta esportiva, labore neste cargo de confiança.
A suplência é uma suplência e a honra, esta, não deve esmorecer pela arrogância partidária por uma atitude justa de Manfrinato, punida por um ato de interesses partidários. Não vejo erro em não ter levado a questão ao partido, e tanto assim mais injusto esse “puxão de orelha”.
Os interesses partidários são limitados a partir do momento que os interesses da sociedade devam ser soberanos, vejo que, o representante no Legislativo e no Executivo tem um sacerdócio, e este sacerdócio não está somente no liame da política, mas deve seguir a JUSTIÇA, assim como declarou Manfrinato - “Eu recebo o puxão de orelha, mas acho que não fiz algo tão errado. Tenho o ideal de melhorar as condições de acessibilidade da cidade”.
As conclusões permitidas na matéria “DEM ´enquadra´ Fábio Manfrinato”, é que os demistas estão contrários aos interesses sociais, enquanto estas deturpadas e controvertidas decisões partidárias forem extensivas ao tempo de combalir atitudes notórias para melhorias sociais, estaremos à mercê do implícito colonialismo.
Aonde os interesses partidários emergem hierarquicamente superior aos verdadeiros interesses sociais, no exato momento em que o DEM adverte Fábio Manfrinato por aceitar o cargo de confiança está contrário aos ideais de mudanças deste vencedor esportista, que ciente de algumas possibilidades, deseja melhorar as condições de acessibilidade da cidade, e por merecimento poderia ocupar com todo mérito uma futura Secretaria de Defesa dos Portadores de Deficiência.
E, por fim, o DEM está contrário a essas melhorias. Assim, notamos que os interesses partidários estarão sempre acima dos direitos e garantias constitucionais, afinal, o que mais vale: “o poder ou a justiça social”?
Alberto Augusto Redondo de Souza