Economia & Negócios

Funcionários dos Correios iniciam greve

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Acompanhando decisão tomada ontem em todo o País, funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de Bauru entram em greve, a partir de hoje, por tempo indeterminado. Assembléias realizadas ontem nos 35 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect) em todo o País decidiram pela paralisação frente à ausência de uma contraproposta por parte da empresa que satisfizesse os anseios da categoria.

Os trabalhadores reivindicam reposição salarial de 41,03% referente às perdas ocorridas desde 1994, aumento linear de R$ 300,00 no piso salarial da categoria (que é de R$ 640,00), reposição da inflação e contratações imediatas, além da manutenção dos benefícios já conquistados. “Os Correios estão com um déficit de funcionários muito grande e os trabalhadores têm de se desdobrar para fazer todo o serviço. É um desgaste muito grande”, aponta o vice-presidente do sindicato da categoria, Luiz Alberto Bataiola.

Ele revela que a proposta dos funcionários foi apresentada aos Correios em agosto e a empresa teria apresentado uma contraproposta de reajuste correspondente à inflação do último ano, de apenas 4,5%, que foi rejeitada pela categoria. A Fentect havia dado prazo até ontem para que a ECT apresentasse uma nova proposta, o que não ocorreu.

“Não queríamos iniciar esta greve, porque sabemos da importância do nosso trabalho para a população. Tentamos negociar até o último momento, mas infelizmente não foi possível”, frisa Bataiola. Ainda hoje, a categoria se reúne em assembléia para avaliar a adesão ao movimento e estudar eventuais contrapropostas que sejam apresentadas pela empresa.

Com a deflagração da greve, a expectativa é de que os serviços dos Correios sejam ao menos parcialmente prejudicados. “Manteremos 30% do quadro de funcionários em serviço para atender as demandas básicas”, adianta o vice-presidente.

Entregas de encomendas urgentes, como postagens via Sedex, e serviços essenciais, como leitura de consumo de água, serão mantidos. Nas agências, o tempo de espera para atendimento não deve ser maior que o habitual, segundo avalia Bataiola.

Mas as correspondências comuns, que não contam com o sistema de entrega expressa, deverão chegar com atraso a seus destinatários. É importante lembrar que essas postagens simples incluem boletos bancários e, portanto, a população deve ficar atenta para não pagar contas em atraso e precisar arcar com multas.

No ano passado, também durante uma campanha salarial, o serviço postal ficou paralisado por 18 dias e, de 420,6 milhões de correspondências postadas, 69% chegaram ao destino dentro do prazo estimado.

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