A palavra resignação carrega tanta apatia quanto o seu significado. Fadados à conformidade, sebastianistas parecem se devotar à teoria da predestinação.
Tal doutrina, seguida por Calvino, baseava-se no conceito de que o homem nasce com o seu destino traçado. Dessa forma, o conceito de auto-soberania é condenado.
O “sim, eu aceito” não se limita à união matrimonial. Aceitações da vida são feitas a todo instante, numa seqüência clichê. Vivendo uma antítese espacial, casualidade e resignação brigam num mesmo local.
O neo-cubismo apresenta sobreposições de formas não definidas. O possível não é o provável, nem o previsível. Mentes desacreditadas denunciam uma patologia social.
Parece contraditório dizer que há liberdade num mundo que nos é imposto. A apatia, como causa ou conseqüência da resignação, se alia à idéia de que “devia ter aceitado a vida como ela é”.
Thaíssa Honda - estudante do Colégio Fênix